Parada das Nações - Azerbaijão


SURTO OLÍMPICO














SO













Azerbaijão


Azərbaycan Respublikası


アゼルバイジャン




  • Total de participações: 6


  • Estreia: Atlanta 1996


  • Sede: 0




  • Foto: Reprodução




  • Autor: Lucas Bueno


  • Revisão: Wesley Felix


  • Edição: Patryck Leal


Estreia em Olimpíadas


Campanha
Histórica (58º)


Resultado no Rio 2016


Recorde (Londres 2012)




  • Ouro: 0


  • Prata: 1


  • Bronze: 0


  • Total: 1




  • Ouro: 7


  • Prata: 11


  • Bronze: 24


  • Total: 42




  • Ouro: 1


  • Prata: 7


  • Bronze: 10


  • Total: 18




  • Ouro: 2


  • Prata: 2


  • Bronze: 5


  • Total: 9


Estreia em Olimpíadas




  • Ouro: 0


  • Prata: 1


  • Bronze: 0


  • Total: 1


Campanha
Histórica (58º)




  • Ouro: 7


  • Prata: 11


  • Bronze: 24


  • Total: 42


Resultado no Rio 2016




  • Ouro: 1


  • Prata: 7


  • Bronze: 10


  • Total: 18


Recorde (Londres 2012)




  • Ouro: 2


  • Prata: 2


  • Bronze: 5


  • Total: 9


Ano novo, site novo, 'parada' nova. Iniciando o 2021 do Surto Olímpico com a esperança de que finalmente as Olimpíadas de Tóquio sejam realizadas, o Surto preparou novidades no nosso queridinho.
Sejam bem-vindos (novamente) a Parada das Nações!




  • Dados Gerais




  • Extensão territorial: 86.600 km²


  • População: 9,5 milhões


  • Capital: Baku


  • PIB: US$ 94,3 billhões (R$ 490,6 bilhões)


  • IDH: 0,713 (alto)


  • Moeda Oficial: Manat azeri


  • Idioma Oficial: Azeri


  • Continente: Europa


  • Declaração de Independência: 30/08/1991


  • Presidente: Ilham Aliyev


  • Código do COI: AZE




  • Introdução


Localizada na região da Transcaucásia, entre a Ásia Ocidental e a Europa Oriental, a República do Azerbaijão é uma das várias nações que um dia fizeram parte da União Soviética. O país passou por duas proclamações de independência, tendo a primeira no dia 28 de maio de 1918. No entanto, o território foi incorporado pelos soviéticos quatro anos depois.


Já o segundo ‘grito’ de independência do Azerbaijão ocorreu em 30 de agosto de 1991, pouco antes da dissolução da União Soviética com a criação do Pacto de Belaveja. Porém, a nova nação só foi aderir ao tratado dois anos depois, assinando o documento em 24 de setembro de 1993.


Mesmo com autonomia para trabalhar na revitalização do país, nem tudo foram “flores” para o povo azeri. Ainda durante o colapso soviético, houve um referendo que resultou na declaração de emancipação da região de Nagorno Karabakh.


O local ganhou reconhecimento internacional de apenas três “nações” – que sequer fazem parte da Organização das Nações Unidas (ONU) e que também buscam tal aprovação -: Abecásia, Ossétia do Sul e Transnístria.


O território que hoje é considerado parte do Azerbaijão viveu uma guerra entre 1988 e 1994, colocando azeris, armênios e moradores de Nagorno Karabakh em lados opostos. Até hoje, existem conflitos armados que são frequentemente reiniciados na região.


Além disso, desde sua independência, o Azerbaijão foi governado por apenas por três homens, todos do Partido do Novo Azerbaijão, sendo que dois deles são da mesma família (Heydar Aliyev e Iiham Aliyev, pai e filho). Diversos grupos de oposição acusam a família Aliyev – que comanda o país desde 1993 – de uma série de supostas fraudes eleitorais. Em 2009, por exemplo, a Assembleia Nacional aboliu os limites do mandato presidencial num controverso referendo.




  • Trajetória Olímpica


Após receber o pleno reconhecimento do Comitê Olímpico Internacional (COI) numa sessão em Monte Carlo, em 1993, o Azerbaijão enviou sua primeira delegação para participar dos Jogos Olímpicos em Atlanta, 1996.


Ao todo, 23 atletas (20 homens e três mulheres) integraram a equipe, que voltou dos Estados Unidos com uma medalha de prata, conquistada por Namiq Abdullaev, no wrestling, na categoria até 52 kg do estilo livre masculino.


Em Sydney 2000, surgiram as duas primeiras medalhas de ouro do país. Abdullaev subiu mais um degrau e conquistou o ouro na luta livre (até 54 kg), enquanto a atiradora Zemfira Meftakhetdinova, uma das seis mulheres azeris presentes nos Jogos, ocupou o lugar mais alto do pódio no skeet feminino.


Desde então, nunca mais o Azerbaijão saiu de uma edição dos Jogos Olímpicos de verão sem ao menos uma medalha de ouro. No entanto, o país ainda não obteve sucesso numa grande variedade de esportes, tendo “medalhado” em apenas seis modalidades: luta olímpica, judô, tiro esportivo, taekwondo, boxe e canoagem de velocidade.


Para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, o Azerbaijão enviou 56 atletas em sua delegação, um recorde para a nação. O esforço para a evolução esportiva nacional teve relação também com a naturalização de atletas, que conquistaram 12 das 18 medalhas naquela edição.


O país tem, atualmente, 17 esportistas garantidos nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2021.


É importante lembrar que o Azerbaijão teve atletas olímpicos de sucesso atuando pela bandeira da União Soviética. A jogadora de volêi Inna Ryskal obteve duas medalhas de ouro e outras duas de prata entre 1964 e 1976. A ginasta Valery Belenky conquistou um ouro e uma de prata em 1992 (pela Equipe Unificada), além do velocista Yury Konovalov, que ganhou duas medalhas de prata nas edições de 1956 e 1960.


Apesar de não fazer parte do programa olímpico, vale ressaltar que o Azerbaijão é uma das grandes potências no xadrez internacional, tendo Garry Kasparov como jogador de maior sucesso. Para muitos, o enxadrista azeri é o melhor de todos os tempos.


Primeiro medalhista olímpico do Azerbaijão, Namiq Abdullaev (esquerda) agora é técnico da seleção azeri de wrestling. Foto: Reprodução




  • Modalidades


+ Wrestling


Mais de 50% das medalhas olímpicas conquistadas por atletas azeris vieram do wrestling. Das 47 participações da nação na modalidade, 22 vezes um lutador ou lutadora subiu ao pódio.


Junto ao futebol e ao vôlei, o wrestling aparece como um dos esportes mais populares no Azerbaijão, sendo a modalidade de maior sucesso da nação. Além das quatro medalhas de ouro em Jogos Olímpicos, o país soma outras sete pratas e 11 bronzes em apenas seis participações no evento.


Além de Namiq Abdullaev, possivelmente o atleta olímpico mais popular da história do país, ganhando até selo postal em sua homenagem, outros três lutadores chegaram ao lugar mais alto do pódio nos Jogos: Toghrul Asgarov, Sharif Sharifov e Farid Mansurov.


Também são do wrestling os dois atletas azeris com maior número de medalhas olímpicas. Mariya Stadnik tem três pódios seguidos nos Jogos, conquistando um bronze em Pequim 2008 e as pratas em Londres 2012 e Rio de Janeiro 2016. Empatado com a lutadora está Khetag Gazyumov, bronze em Pequim e Londres e prata no Rio.


Mariya Stadnik buscará em 2021 seu quatro pódio olímpico consecutivo. Foto: Reprodução


+ Judô


Outro tipo de luta surge como esporte de sucesso no Azerbaijão. Com quatro medalhas olímpicas, o judô é o segundo melhor esporte dos azeri (em resultado final) na competição quadrienal. No entanto, a evolução do país na modalidade é recente e as primeiras medalhas foram conquistadas há 12 anos, durante os Jogos de Pequim em 2008.


Elnur Mammadli foi o responsável pelo primeiro ouro olímpico do Azerbaijão no judô, ao derrotar na final o chinês Wang Ki-Chun na categoria até 73 kg. Também na edição dos Jogos chineses, Movlud Miraliyev conquistou o bronze na categoria até 100 kg, anunciando sua aposentadoria logo em seguida.


Após não conquistar medalhas em Londres 2012, o judô azeri fez as pazes com o pódio olímpico no Rio de Janeiro, ganhando duas pratas: uma com Rustam Orujov (73 kg) e outra com Elmar Gasimov (100 kg).


+ Boxe


Como podemos notar, a especialidade do Azerbaijão é luta. O boxe é o segundo esporte que mais entregou medalhas olímpicas ao país, oito no total (uma de prata e sete de bronze).


Apesar de nenhuma delas ser dourada, a nação tem levado atletas ao pódio de forma consistente desde Sydney 2000. A primeira medalha foi conquistada por Vugar Alakparov, bronze na categoria até 75 kg.


Foi pelas mãos de um cubano naturalizado azeri que o Azerbaijão chegou mais perto do título olímpico no boxe. Lorenzo Sotomayor Collazo foi medalhista de prata na categoria até 64 kg nos Jogos do Rio 2016. Ele é sobrinho do campeão olímpico do salto em altura em Barcelona 1992, Javier Sotomayor.


Buscando maior oportunidade de participar de uma edição dos Jogos Olímpicos, Lorenzo, aos 28 anos, decidiu se mudar de Cuba para o Azerbaijão, conseguindo então a cidadania azeri e a tão sonhada medalha.


Lorenzo Sotomayor conquistou duas medalhas nos Jogos Europeus, ouro em 2015 e bronze em 2019. Foto: Wikipedia Commons


Além dos cinco títulos mundiais, Aghayev tem 11 medalhas de ouro no campeonato europeu. Foto: WKF




  • Destaque





Rafael Aghayev (caratê): Dono de cinco títulos mundiais no caratê, categoria kumite, Rafael Aghayev quer levar o Azerbaijão ao sucesso em mais uma modalidade envolvendo lutas.

Ele está apenas aguardando a confirmação da Federação Mundial de Caratê sobre sua classificação para os Jogos de Tóquio via ranking olímpico, no qual ocupa atualmente a terceira posição, com 7.005 pontos, 1.297,5 a mais que o quinto colocado, Stanislav Horuna (UKR). Os quatro melhores garantem a vaga.

Mariya Stadnik (wrestling): Stadnik nasceu na Ucrânia, país que defendeu até 2007. Mas foi pelas cores do Azerbaijão que a lutadora obteve sucesso, ganhando títulos mundiais nas categorias até 48 kg (2009) e 50 kg (2019).

Buscando o quarto pódio olímpico consecutivo em Tóquio, ela terá a oportunidade de se tornar a atleta azeri com o maior número de medalhas olímpicas, deixando para trás Khetag Gazyumov, assumindo o posto de forma isolada.

Sharif Sharifov (wrestling): Dono de um ouro em Londres 2012 e um bronze no Rio 2016, Sharifov tentará entrar para a história mais uma vez, podendo se tornar o primeiro atleta azeri a conquistar duas medalhas de ouro olímpicas (como país independente).

Em 2019, Sharifov ficou com a prata durante o Mundial de Wrestling em Nur Sultan, no ano de 2019, competindo pela categoria até 97 kg, a mesma na qual está classificado para os Jogos Olímpicos de Tóquio.











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