Coluna Gran Willy: Vinte vezes Rafael Nadal - Surto Olimpico

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Coluna Gran Willy: Vinte vezes Rafael Nadal

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Talvez nem nos sonhos mais lindos de Rafael Nadal, ele vislumbrava ganhar 20 títulos de Grand Slam, nas 28 vezes que chegou na decisão. Imagine então vencer 13 vezes o torneio de Roland Garros, em 16 participações, sem nunca ter perdido na final e de quebra ter 100 vitórias no saibro parisiense. Sim, é um feito único. 


Espanta a forma como um atleta de 34 anos, com 86 títulos na carreira em 123 finais, ainda ergue um troféu como se fosse o primeiro. Caneco por caneco, Nadal foi construíndo a maior disnatia na história do tênis em um tipo de piso (são 60 conquistas) e não é por acaso que ele é conhecido como o Rei do Saibro. 


A vitória diante Novak Djokovic no último domingo, em plena quadra Philippe Chatrier deu ao espanhol o liderança no confronto direto em finais de Major contra o sérvio. Agora são cinco vitórias  para Nadal, contra quatro daquele que ainda é o número 1 do mundo no ranking. 


De quebra, o espanhol está a uma vitória de seu milésimo triunfo como profissional e igualou seu rival e amigo Roger Federer, como agora os homens que mais venceram Grand Slams em simples, com 20 títulos cada. Aliás, ter a maior rivalidade do tênis foi fundamental para a carreira de ambos. Enquanto Federer dominou o circuito com sobras entre 2004 e 2007, Nadal foi o único que conseguia sempre incomodar o suíço. 


Até que na bela final de Wimbledon em 2008, Nadal mostrou ao mundo sua força ao bater Federer em seu principal palco: a quadra central do All England Club. 


Depois disso foram anos de competição, finais, confrontos, e na maioria das vezes, derrotas para Federer. Nadal era como o antídoto contra o suíço. Até que tudo mudou em 2017 e o Rei da Grama pôde vencer o Rei do Saibro, num local onde o rei é Djokovic: o Australian Open. Batalha épica em cinco sets onde Federer voltou a bater Nadal na final de um Major, após quase 10 anos. 


No mesmo ano, aconteceu o inimaginável. Nadal e Federer estariam juntos, no mesmo lado da quadra, disputando uma partida de duplas, defendendo o Time Europa na Laver Cup. Um momento épico. E proporcionar momentos épicos para os fãs de tênis é a especialidade desses dois atletas, que sem dúvidas não são apenas os melhores de todos os tempos no tênis, mas sim um dos melhores de todos os tempos no esporte em geral. 


São 40 títulos de Grand Slam juntos. A tendência é que essa conta aumente mais um pouquinho com mais uns dois ou três anos de carreira para Nadal e mais um ou dois para Federer. 


E caro leitor, como é difícil falar de Nadal sem citar Federer e vice versa. Suas trajetórias se confundem, assim como se misturam facilmente com a história deste esporte. Quem é o melhor? Pouco importa. Apenas desfrute desse momento e desses tenistas que podemos chamar de reis. 





Sempre tive o maior respeito pelo meu amigo Rafa como pessoa e como campeão. Como meu maior rival ao longo de muitos anos, acredito que nos esforçamos para nos tornarmos jogadores melhores. Portanto, é uma verdadeira honra para mim parabenizá-lo por sua 20ª vitória em Grand Slams. É especialmente surpreendente que ele já tenha vencido Roland Garros incríveis 13 vezes, o que é uma das maiores conquistas no esporte. Também parabenizo sua equipe, porque ninguém consegue fazer isso sozinho. Espero que 20 seja apenas mais um passo na jornada contínua para nós dois. Muito bem, Rafa. Você merece isso. 


E pensar que o primeiro caneco de Nadal foi conquistado no ATP de Sopot, no saibro polonês, em 2004. Na campanha ele derrotou caras como Victor Hanescu, Franco Squillari, Felix Mantilla e Jose Acasuso, em torneio que tinha Marat Safin como cabeça de chave número 1 e que contava ainda com David Ferrer e Nikolay Davydenko. 


Para quem não sabe, o troféu que Nadal recebeu em Sopot tinha seu nome escrito de forma incorreta: Rafael Nadel era o que dizia a placa no prêmio. Bom, já são 16 anos e outros 85 títulos mostrando a forma correta de escrever seu nome, mas não apenas em troféus, e sim na história do tênis. 


 Foto: Christian Hartmann/Reuters

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