Em live, campeã mundial do Parataekwondo se posiciona contra machismo no esporte: "Lugar de mulher é onde ela quiser!" - Surto Olimpico

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Em live, campeã mundial do Parataekwondo se posiciona contra machismo no esporte: "Lugar de mulher é onde ela quiser!"

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A parataekwondista Débora Menezes, da classe K44 (para amputados de braço) falou sobre como chegou a seleção brasileira e a luta contra o machismo no esporte em uma live com o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB). Débora contou como foi o seu início de carreira, como foi entrar no mundo das artes marciais, ambiente majoritariamente masculino e ressaltou o crescimento da modalidade no Brasil.

A transmissão faz parte do conjunto de ações feitas pelo CPB para todos os seguidores do esporte paralímpico durante o período de quarentena devido à pandemia do vírus Covid-19.

Débora tem má-formação congênita no braço direito e antes de entrar no parataekwondo, ela competia no lançamento de dardo. No fim da faculdade de Educação Física, a paulista conheceu as artes marciais devido a um trabalho acadêmico sobre lutas para pessoas com deficiência.

“No trabalho da faculdade conheci o boxe e só depois o parataekwondo. Comecei a praticar a modalidade como hobbie, não pensava em competir. Mas depois que ela entrou no programa dos Jogos, em 2015, eu vi a chance de chegar a tão sonhada Seleção e aos Jogos Paralímpicos”, relembrou a campeã mundial.

Débora já está classificada para os Jogos Paralímpicos de Tóquio, no ano que vem. Ela fechou o período qualificatório pelo ranking em segundo lugar. Pela regra de classificação internacional, os quatro primeiros atletas do ranking garantiam a vaga.

“Sempre pensei e trabalhei a longo prazo. A minha meta era me classificar para Tóquio pelo ranking. Minha equipe técnica e eu fizemos um trabalho tático para que eu conquistasse os pontos necessários a cada competição para ficar bem posicionada”, contou.

Aos 29 anos, Débora contou que desde o início de sua vida esportiva presenciava uma segregação de mulheres e que isso nunca a fez desistir e que foi conquistando seu espaço ao se impor. “Quando jogava futsal ouvia muito que não era lugar de mulher, que era para ir limpar a casa. Sempre me posicionei firme contra esse tipo de atitude. Lugar de mulher é onde ela quiser! Quando comecei na luta já tinha isso tão claro dentro de mim que não me abalava mais e com todo o apoio da comissão técnica pude mostrar quem eu sou”, revelou a atleta.

Foto: EXEMPLUS/CPB

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