Única atleta russa no Rio 2016, Klishina mostra preocupação com a participação do país em Tóquio 2020


A saltadora em distância Darya Klishina demonstrou preocupação com a situação da Rússia e sua participação nos próximos Jogos Olímpicos no ano que vem. Em entrevista a agência de notícias russa TASS, a atleta afirmou que o momento do país não é bom. O receio veio após as denúncias de adulteração de dados entregues a Agência Mundial Antidoping (Wada em inglês).

Jonathan Taylor, presidente do Comitê de Revisão de Conformidade, disse que uma equipe de especialistas forenses analisaram os dados e encontraram a alta possibilidade de manipulação dos relatórios, omitindo resultados positivos. Caso a alteração deliberada seja comprovada, a Agência Anti-doping Russa (RUSADA) encarará uma série de punições, e dentre elas a proibição da participação de atletas nos Jogos de Tóquio.

"Eu não gostaria que a situação do Rio 2016 se repetisse durante o próximo ano olímpico", disse Klishina. "Espero que isso não aconteça, mas as previsões da mídia parecem pessimistas até agora. Todo mundo ainda espera o melhor, mas a situação mostra que nossa posição não é muito boa" completou a esportista.

"Espero que a participação seja permitida, pelo menos para aqueles que foram liberados para competições no momento, que eles tenham a chance de competir sob a bandeira russa. Mas só podemos esperar" comentou Klishina.

Única representante do atletismo russo no Rio 2016 ficando em nono lugar na prova, Klishina ficou de fora do Campeonato Mundial de Atletismo Doha 2019 por conta de lesão. Prata no Mundial de 2017 em Londres (competindo como atleta neutra), a saltadora acredita que, apesar da previsão pessimista, os esportistas de seu país conseguirão defender a bandeira russa em Tóquio.

Foto: Robert Ghement / EPA

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