Léo Figueiró conta com três jovens da NBA Academy na seleção masculina sub-17 do Sul-Americano de Basquete

A seleção brasileira masculina sub-17 começou a treinar neste sábado, dia 12 de outubro, em preparação para o Sul-Americano da categoria, em Santiago, no Chile. Os trabalhos acontecem na Escola de Educação Física do Exército (EseFex), no Rio de Janeiro, e o técnico Léo Figueiró tem à disposição três jovens com imersão no mundo da NBA, a maior liga de basquete do planeta. Augusto Angelo Cruz de Oliveira Cassia, Felipe Motta e Rodolfo Rufino jogam em unidades da NBA Academy, projeto para desenvolver talentos ao redor do mundo. Rodolfo e Augusto treinam no México, enquanto Felipe, que passou pelo basquete italiano, agora está na Austrália.

Para Figueiró, comandante também do time profissional do Botafogo, essa geração chega em bom estágio técnico e físico. E o trabalho dos jovens com a NBA facilita o seu comando. 

- Para mim é uma honra e um grande desafio estar à frente desta geração sub-17, iniciando este ciclo. Acho que temos um grupo talentoso, versátil e buscarei explorar isso ao máximo. Quanto aos meninos da NBA Academy, acho que é um lugar extremamente gabaritado para o desenvolvimento dos atletas, o que facilita o meu trabalho quando tenho eles servindo à seleção, pois sei que chegarão tanto físico como tecnicamente em dia - garantiu o técnico Léo Figueiró.

Felipe e Rodolfo são presença constante nas convocações das seleções de base do Brasil. Felipe Motta, inclusive, tem o basquete no sangue. O pai, Paulo César Motta, de 46 anos, e seu avô, Paulo César da Cunha Motta, de 72 anos, foram jogadores da modalidade. Felipe nasceu na Itália, em Erice, jogou pelo Stella Azzurra, em Roma, e neste ano resolveu rumar para a principal unidade da NBA Academy. Motta está na seleção brasileira desde o sub-14, quando foi campeão Sul-Americano e MVP do torneio em 2017.

- A NBA Academy pode me ajudar muito em experiência e preparo para treinos e jogos, já que o nível de treino e competição lá é muito alto, com jogadores muito bons de diversas nacionalidades e inclusive atletas da elite da seleção australiana. O Sul-Americano vai ser bem competitivo, com quatro ou cinco equipes disputando vaga para a Copa América. Eu ainda não conheço pessoalmente muitos dos meus companheiros de seleção, mas parece ser um time bem diferenciado e versátil - cita Motta.

Já Rodolfo Rufino, de 1,99m e ala/pivô, começou a carreira no Álvares Cabral, em Vitória, no Espírito Santo. Aos 13 anos, foi observado pelo Pinheiros em um Sul-Americano de clubes, no Rio Grande do Sul, e acabou rumando para São Paulo. Dali, após se destacar novamente, foi convidado para treinar e morar no México pela NBA Academy, onde está desde maio de 2018.

- O nosso time está muito bem servido em todas as posições. A expectativa é a melhor possível. Os treinos na NBA, por serem com jogadores mais velhos e experimentados, me ajudaram muito a me acostumar com duelos mais fortes - garante o capixaba Rodolfo.

Augusto Angelo, por sua vez, é de Salvador e estava no Paulistano antes de rumar para a NBA Academy do México. Com 1,98m, o ala/pivô também passou por Bauru, Sport-PE e Mackenzie-MG. Ele está pela primeira vez com as seleções brasileiras.

- Ser convocado para a seleção é uma sensação maravilhosa. Desde que comecei a jogar basquete esse era um desejo meu defender a seleção, o meu país. E esse tempo que estou aqui na NBA, eu tenho evoluído muito. Tem agregado demais no meu jogo e eu espero que ajude bastante a seleção - disse o jovem Augusto.

A seleção brasileira sub-17 masculina treina na estrutura da Escola de Educação Física do Exército, a EseFex, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Os trabalhos começaram no dia 12 e vão até o dia 25 de outubro. O Brasil viaja para Santiago, no Chile, no dia 26. A estreia será no dia 28 de outubro, diante do Paraguai. O torneio vai até o dia 2 de novembro.

Foto: Divulgação

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