Gestor de Alto rendimento da CBJ faz balanço positivo do judô brasileiro no Grand Slam de Brasília e projeta briga interna acirrada por Tóquio 2020


A Seleção Brasileira de Judô encerrou, na última terça-feira, 8, sua participação no Grand Slam de Judô Brasília 2019, evento que voltou ao país sete anos após a última edição, no Rio, em 2012. Com 17 medalhas, o país liderou o quadro geral da competição, seguido por Japão, Grã-Bretanha, Cuba e Itália, respectivamente, com destaque para os ouros de Allan Kuwabara (60kg), Daniel Cargnin (66kg), Ketleyn Quadros (63kg) e Beatriz Souza (+78kg).

Para o gestor de Alto Rendimento da Confederação Brasileira de Judô, Ney Wilson, o resultado dos atletas brasileiros foi bastante positivo, principalmente pelo nível da competição e pelo alto número de pódios.

"Em quatro edições de Grand Slam neste ano conquistamos 14 medalhas. E só neste, em Brasília, conseguimos 17. Tivemos uma participação sensacional, os atletas estão de parabéns por tudo que conquistaram e a gente sai muito orgulhoso do trabalho feito. Vocês viram que o Grand Slam tinha vários medalhistas olímpicos, vários campeões mundiais. Com certeza foi o Grand Slam mais forte que realizamos aqui no país e isso valoriza bastante as conquistas dos nossos judocas", disse Ney.

O judô brasileiro foi representado por 56 atletas na competição, e teve quatro judocas por categoria, pelo fato de ser o país sede do evento. Entre eles, 24 estreantes em Grand Slam: Laura Ferreira, Eduarda Francisco e Natasha Ferreira (48kg); Yasmim Lima, Maria Taba (52kg); Ketelyn Nascimento, Vitória Andrade (57kg); Renan Torres, Allan Kuwabara (60kg); Ryanne Lima (63kg); Luana Carvalho (70kg); Juninho Bomba (73kg); Guilherme Guimarães, Guilherme Schimidt (81kg); Camila Ponce, Giovanna Fontes (78kg); Sibilla Faccholli, Luiza Cruz (+78kg); Cleyanderson Silva, Igor Morishigue (90kg); André Humberto, Lucas Lima (100kg); Tiago Palmini, Juscelino Junior (+100kg).

Desses, Kuwabara foi ouro e Ketelyn, prata. A corrida por uma vaga nos Jogos Olímpicos de Tóquio seguirá acirrada, e a comissão técnica espera aquela "dor de cabeça" boa na escolha dos atletas.

"Os resultados que a gente alcançou só acirra ainda mais a briga pela vaga olímpica e eleva o nível dos nossos atletas. Agora temos um problema, mas que é um problema bom. Vários judocas dentro do ranking olímpico é algo excelente para nós", disse o gestor de Alto Rendimento, ratificando que atuar em casa foi um fator determinante para os os bons resultados dos atletas brasileiros.

"Lutar em casa sempre é bom para o Brasil, sempre temos bons resultados. O calor e o apoio da torcida com certeza contribuíram. E também não precisamos nos deslocar e buscar adaptação, aclimatação. Esse desafio foi para os nossos adversários, e acredito que nos favoreceu durante o Grand Slam", concluiu Ney Wilson.

Na última quinta, 10, a Federação Internacional de Judô publicou o ranking mundial atualizado com os pontos distribuídos em Brasília e grande parte dos judocas que foram bem no Grand Slam ganharam posições significativas no ranking. Destaque, por exemplo, para o meio-leve Willian, que deu um salto de 297 posições com o bronze conquistado na Capital Federal, e para o ligeiro Allan Kuwabara, que subiu 157 posições. Medalhista de prata, a novata Ketelyn Nascimento (57kg) subiu 74 posições e David Lima (73kg), que também ficou com o segundo lugar, subiu 36.

Foto: Divulgação

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