Brasil domina o Brazil International Series de Badminton


A seleção brasileira adulta está firme na busca por uma vaga nos Jogos Olímpicos Tóquio 2020. Jaqueline Lima, Sâmia Lima e os irmãos Fabrício e Francielton Farias conquistaram quatro (duplas mistas, masculinas e femininas e simples feminina) dos cinco ouros possíveis no Brazil International Series, competição que terminou neste domingo, 13, no Clube Fonte São Paulo, em Campinas, e reuniu atletas de Brasil, Chile, Guatemala, Islândia, Itália e México.

A final das duplas mistas, a primeira do último dia de competição, mostrou a força da Seleção. Fabrício Farias e Jaqueline Lima se deram melhor sobre Francielton Farias e Sâmia Lima por 2 a 0, com um duplo 21-18. Motivo de satisfação para o treinador da seleção brasileira, o português Marco Vasconcelos, que acompanha os atletas desde pequenos.

Quando cheguei ao Brasil há seis anos, eles eram crianças que sonhavam chegar à seleção. Hoje integram uma geração que pode fazer mais dois ciclos olímpicos, até Los Angeles 2028. O trabalho é muito bem feito no Piauí. E quando falo do Piauí, não posso me esquecer de uma geração que existe no Rio de Janeiro, do projeto social Miratus, de onde saiu o Ygor Coelho. São dois projetos que formaram grandes atletas, que têm muito a dar ao badminton brasileiro. Eles vêm de projetos sociais, passaram por grandes dificuldades. Ou seja, o esporte pode dar algo em troca. Eles buscam os seus sonhos e, mais do que isso, enxergam um futuro. Então, todos esses projetos são bem-vindos e espero que nunca acabem”, disse o treinador.

No individual feminino, Fabiana Silva, cabeça-de-chave número 1, acabou caindo na semifinal para a mexicana Haramara Gaitán e ficou com o bronze. Com isso, o caminho ficou aberto para Jaqueline Lima, que já havia superado Tamires Santos, Jeisiane Alves e a guatemalteca Nikte Alejandra Sotomayor para chegar à decisão. Contra a mexicana, Jaqueline atropelou no primeiro set (21 a 8) e encontrou mais dificuldades no segundo. Depois de estar vencendo por 19 a 14, permitiu o empate da adversária em 22 pontos. Desconcentrada, chegou a levar a virada (23 a 22), mas voltou ao jogo e fechou o set em 26 a 24.

“Foi um pouco tenso. Cansei um pouco no final, porque venho jogando a semana toda e foi quase uma hora de partida. Isso pesou um pouco, mas respirei, consegui ficar mais tranquila com a ajuda do meu técnico e acabei conseguindo o título”, disse Jaqueline. “Meu foco era nas duplas, que o treinador vem treinando comigo, o Fabrício e a Sâmia. Mas a chave estava boa, consegui ir à final e aproveitar a chance. A maior dificuldade foi o tempo de recuperação, muito pequeno entre um jogo e outro. Mas os pontos que podia conquistar para o ranking olímpico me motivaram e fico muito feliz por ter ganhado”, completou a jovem, bronze nos Jogos Olímpicos da Juventude Buenos Aires 2018 nas equipes mistas.

No último jogo da competição, Jaqueline faturou seu terceiro ouro na competição, dessa vez ao lado de Sâmia Lima, nas duplas femininas. Elas venceram as compatriotas Mariana Freitas e Bianca Lima por 2 a 0, parciais de 21 a 7 e 21 a 10. Já nas duplas masculinas, mais um ouro para a “geração Piauí”. Os irmãos Fabrício e Francielton derrotaram Waleson Evangelista dos Santos e Matheus Voigt (21 a 12 e 21 a 11).

“Esse campeonato foi muito importante para somarmos pontos no ranking mundial. Fui muito ajudado pelo meu irmão e pela Jaqueline. Acho que o principal para as conquistas foram as metas que coloquei para mim, estava muito focado”, comentou Fabrício, que deixa Campinas com dois ouros.

Foto; Divulgação

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