Judô Paralímpico do Brasil traz um ouro e um bronze do Grand Prix no Uzbequistão


A seleção brasileira de judô paralímpico encerrou na terça-feira (24) sua participação no Grand Prix de Tashkent, no Uzbequistão, com duas medalhas: Alana Maldonado ficou com o ouro na categoria até 70 kg, e Meg Emmerich levou o bronze entre as judocas acima de 70 kg. Ao todo, o Brasil foi representado por seis atletas e terminou o torneio na sexta colocação geral. Além das duas medalhas, obteve dois quintos lugares e um sétimo. 

Atual campeã mundial em sua divisão, Alana venceu suas três lutas. Na estreia, passou por Zulfiyya Huseynova, do Azerbaijão, após a adversária levar três punições. Na semifinal, ganhou por ippon da turca Raziye Ulucam. Na grande decisão, reencontrou a uzbeque Vasila Aliboeva, que já havia enfrentado no mesmo local, há dois anos, na Copa do Mundo, e em 2018, na final do Mundial, em Portugal. Assim como nos dois combates anteriores, a brasileira dominou e viu sua oponente somar três faltas.

"Queria agradecer a Deus, à minha família, a todos que torcem por mim, meus patrocinadores. É um momento de muita alegria, estou muito feliz mesmo! É a última competição internacional do ano e consegui alcançar meu objetivo com a medalha e, assim, vou manter a liderança do ranking mundial", disse Alana.

Agora, a atleta de 24 anos nascida em Tupã, no interior de São Paulo, coleciona: dois ouros (Tashkent-UZB 2019 e 2017) e uma prata (Antalya-TUR) em etapas de Copa do Mundo e/ou Grand Prix, uma prata (Rio-BRA 2016) em Jogos Paralímpicos, um ouro (Odivelas-POR 2018) em Mundiais, duas pratas (Lima-PER 2019 e Toronto-CAN 2015) em Jogos Parapan-Americanos e um bronze (Seul-KOR 2015) em Jogos Mundiais IBSA.

"Preciso fazer um agradecimento especial à toda comissão técnica, aos meus treinadores. O Jaime (Bragança) e o (Alexandre) Garcia vêm fazendo um trabalho fantástico", afirmou a judoca, referindo-se aos dois treinadores da seleção brasileira. "Eles se dedicam aos treinamentos, em tudo, para dar o melhor conhecimento à gente. Então, essa conquista é nossa, não é só minha, é de uma equipe", completou.

Duelo brasileiro pelo bronze
Rivais na decisão do último Parapan, em Lima, em agosto, as brasileiras Meg Emmerich e Rebeca Silva voltaram a se encontrar para lutar por uma medalha, mas desta vez não era o ouro, e sim, o bronze. Vencedora do duelo no Peru, Meg levou a melhor mais uma vez com um ippon aplicado já no Golden Score, como é chamada a prorrogação no judô.

A campeã parapan-americana vencera na estreia a ucraniana Anastasiia Harnyk, por ippon. Na semifinal, porém, caiu para a italiana Carolina Costa, atual campeã europeia. Já Rebeca Silva teve trajetória mais complicada para chegar à disputa do bronze: logo na primeira luta, foi batida por Zarina Baibatina, do Cazaquistão. Precisou, então, vencer duas lutas de repescagem: ippons sobre a russa Tatiana Savostyanova e a uzbeque Feruzakhon Yusupova. Rebeca acabou o Grand Prix na quinta colocação, repetindo o que Lúcia Araújo fizera no primeiro dia de competição.

Entre os homens, nem Harlley Pereira nem Antônio Tenório conseguiram chegar ao pódio. O primeiro caiu já na estreia, para o russo Ruslan Sabirov. A lenda do nosso judô também foi derrotada no primeiro desafio, por Sulaymon Alaev, do Uzbequistão. Na repescagem, Tenório ganhou do ucraniano Oleksandr Pominov, mas não foi páreo para o russo Anatolii Shevchenko, e encerrou sua participação em sétimo.

Os judocas brasileiros ainda terão um último compromisso neste ano: o Grand Prix de Judô Paralímpico, que será disputado de 29 de novembro a 1 de dezembro no Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro, em São Paulo.

Foto; Divulgação

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