Campeã mundial, esgrimista Nathalie Moellhausen visita o COB e acerta detalhes do planejamento para Tóquio 2020


Campeã mundial em Budapeste e medalhista de bronze nos Jogos Pan-americanos Lima 2019, a esgrimista Nathalie Moellhausen esteve na sede do Comitê Olímpico do Brasil (COB), no Rio de Janeiro, para definir o planejamento visando os Jogos Olímpicos Tóquio 2020.

Baseada em Paris (França), a brasileira ainda tem três compromissos em 2019: uma etapa da Copa do Mundo e dois estágios de treinamentos no Rio de Janeiro. Já em 2020, a ideia é participar de diversos torneios na Europa.

Ao fim das reuniões de trabalho no COB, Nathalie trouxe mais detalhes sobre o projeto Tóquio 2020, sobre o assédio dos torcedores brasileiros após o título mundial e sobre a importância desse resultado para o desenvolvimento da esgrima nacional.

Visita ao COB
Após os resultados no Mundial e no Pan, era muito importante vir ao COB e organizar uma reunião que estabelecesse o planejamento para 2020. Trabalhamos o dia inteiro, e o COB se mostrou disposto a me ajudar nas minhas necessidades até os Jogos de Tóquio. Gostaria muito de ter à disposição a equipe que montei na França, treinando com exclusividade e me apoiando na parte médica, fisioterápica, nutricional, mental, além de estágios de treinamento.

Planejamento até Tóquio 2020
Tenho apenas uma competição até janeiro, que é uma etapa da Copa do Mundo (Tallin, Estônia), mas que não está, digamos assim, entre os meus principais objetivos. Estarei outras duas vezes no Rio de Janeiro para estágios de treinamento: uma em setembro ou outubro e a outra em dezembro, com o meu treinador (o francês Daniel Levavasseur) e as nossas companheiras de treinos. A partir de 2020, teremos outros estágios e estarei voltada aos Jogos Olímpicos. Seguirei com a minha base de treinos em Paris e viajarei muito, porque haverá muitas etapas da Copa do Mundo até Tóquio. Será um ano bem intenso.

Mudança de status no Brasil
Realmente houve uma mudança, é o início de um processo de reconhecimento da minha pessoa. Vejo muita gente interessada em conhecer a minha história e saber como me tornei campeã mundial. Noto que esse resultado inspirou a esgrima brasileira. Foi muito importante também esse resultado ter acontecido a um ano dos Jogos Olímpicos, já há uma energia maior por causa de Tóquio 2020.

A carreira de atleta é feita de resultados. Então, temos que aproveitar esses momentos e ir a eventos, trocar experiências. Gostaria até de participar mais disso, acho que ajudaria no crescimento da esgrima.

Desenvolvimento da Esgrima brasileira
É uma questão de tempo para a esgrima brasileira crescer. Tenho 33 anos, cresci na Itália, vivi na França e agora represento o Brasil. Já os nossos atletas estão fazendo o processo inverso: cresceram na realidade daqui e agora estão indo treinar na Europa. Mas é preciso tempo para alcançar os resultados. Eu mesma levei 13 anos para ser campeã mundial. Estamos crescendo e temos bons atletas, como o (Guilherme) Toldo, que já mostrou várias vezes ser um atleta de muito potencial, evoluiu muito nos últimos quatro anos e está bem próximo de conquistar medalhas em grandes torneios. Quem sabe não vem nos Jogos Olímpicos...

Vejo também que a garotada está progredindo bastante. O que talvez falte seja a confiança. Isso se conquista com o passar dos anos. Sempre tive tudo, mas faltava confiança. O Brasil precisa acreditar que pode chegar longe e, para isso, é necessário também muita paciência.

Foto; COB

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