Nadador húngaro que havia sido preso durante Mundial volta para Hungria, mas pode ser punido


Tamas Kenderesi, ainda que acusado formalmente de assédio sexual, foi autorizado a deixar a Coreia do Sul, anunciou uma funcionária do Ministério Público de Gwangju à AFP. Ele saiu do país na quarta-feira, chegando em Budapeste no dia seguinte.

O nadador húngaro, bronze nos 200m borboleta nas Olimpíadas de 2016 e 8º lugar no Mundial de Esportes Aquáticos em Gwangju (KOR), rejeita as acusações de assédio sexual, ainda que reconheça ter "tocado por desatenção" em uma jovem ao dançar numa boate de Gwangju, após sua participação na competição.

O atleta de 22 anos teve que pagar 3 milhões de Wons (o equivalente a 9.800 reais), que cobririam uma eventual multa em caso de culpa. Ele é acusado formalmente de ter cometido um ato indecente por força e portanto trata-se de um julgamento administrativo, não tornando-se necessária a realização de um tribunal.

Em uma declaração ele explicou que "após sair do banheiro e voltar para a pista, eu toquei as costas de uma garota coreana que trabalhava como dançarina na boate. Eu nem parei perto dela - eu apenas fiz um único movimento, talvez sem nem perceber, e isso a deixou muito chateada", explicou o nadador. "Ao perceber a seriedade da situação eu cooperei em tudo durante o processo. Me arrependo profundamente do que aconteceu e imploro pelo perdão da garota coreana. Mas eu nego profundamente que sou culpado em qualquer tipo de assédio sexual".

Ele ainda disse entender que o caso vai além de suas ações. "Eu honestamente acredito que as minhas palavras vão ser comprovadas pelos vídeos de vigilância do local, que vão mostrar que não cometi nenhum crime grave. De qualquer jeito, eu devo entender que feri algumas normas morais, que são a base dos valores locais".


Repercussão na Hungria

O Presidente da Federação Húngara de Natação (MÚSZ) Sándor Wladár disse ao site húngaro HVG que o atleta está se sentindo bem fisicamente, mas ainda se está recuperando mentalmente. Ele esclareceu que o caso não será esquecido somente porque o nadador voltou ao país. 

"Eu com certeza vou entregar ele para o Comitê Disciplinar. Mas não sei ainda que tipo de punição ele vai receber". A punição pode variar de um aviso até o impedir de participar de campeonatos, passando ainda por multa ou cancelamento de bolsas. Wladár esclareceu que a MÚSZ não vai pagar nada relativo ao caso dele na Coreia do Sul.

Foto: Reuters

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