Mundial de Canoagem Sprint 2019 - Dia 2: Brasil leva ouro e prata na Paracanoagem, enquanto Isaquias e Erlon iniciam busca ao pódio

Em Szeged, Hungria

O segundo dia de competições do Mundial de Canoagem Velocidade em Szeged, Hungria, marcou as primeiras finais da paracanoagem com presença brasileira e o início da participação dos representantes de categorias olímpicas. O país levou 1 ouro e 1 prata no dia. 

O primeiro ouro do Brasil veio com Luis Carlos Cardoso Silva, no VL2 200m. Ele venceu a prova com 51.68, mais de um segundo a frente do português Norberto Mourão, que levou a primeira medalha da paracanoagem portuguesa em Mundiais. O bronze foi para Jakub Tokarz (POL). Um pouco antes da disputa por medalhas, Igor Tofalini ficou em quarto na Final B dos 200m masculino, terminando em 13º geral.

Foi o quinto título mundial de Luís, que repete os triunfos de 2014, 2015, 2016 e 2017. Em 2012 e 2018 ele levou a prata. Ainda no barco, Luis declarou estar "em êxtase. Fazia dois anos que não subia no degrau mais alto do pódio. Graças a Deus, deu tudo certo hoje. Agora é concentrar que amanhã ainda tenho mais prova [final do KL1 200m, às 06:05, horário de Brasília]".


A entrevista foi dada em partes, porque ainda descansando de sua prova, ele acompanhou os companheiros de seleção. Cinco minutos depois dele ter chegado, Débora Benevides cruzava a linha de chegada em quarto lugar no VL2 200m, com 1:01.62 de prova. O ouro foi para Emma Wiggs (GBR), a prata foi para Susan Seipel (AUS) e o bronze ficou com Mariia Nikiforova (RUS). 

Visivelmente triste, ela foi confortada por Seipel e por membros da delegação britânica. Sobre o carinho recebido, ela comentou que "eu e as meninas da minha categoria nos falamos muito, temos uma ótima relação. A rivalidade fica só na água". Ela e Luís então se viraram para observar Caio Ribeiro que liderava até o momento decisivo da prova dos 200m no VL3 masculino. O ouro foi para Curtis McGrath, que completou a prova em 47.42, a apenas um décimo de segundo de Caio, que fez 47.52. Com 48.42, Stuart Wood (GBR) ficou com o bronze.


"Na hora de chutar a embarcação, eu jurava que tinha atravessado primeiro, e eu comemorei a vitória. Quero ver replay, quero ver esse vídeo de empate", brincou em entrevista logo após a prova. Caio também volta às águas sábado para a final do KL3 200m, com a qual se classificou com o melhor tempo das semifinais. 

"É uma alegria nos próximos minutos, mas depois voltar à concentração. Uma prova se encerrou, mas vem outra grande prova no sábado", comentou o atleta. As duas cerimônias de premiação acontecerão na manhã da sexta-feira. 


Thiago Pupo, head coach da Seleção Brasileira de Paracanoagem revelou que os atletas estão alojados em Szeged há três semanas em preparativo para a competição. "Estamos já treinando há duas semanas na raia da competição, isso é essencial. A Confederação (Brasileira de Canoagem) proporcionou isso para nós", declarou Pupo.

Luis, Caio e Débora garantiram vagas para os Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020

Erlon de Souza e Isaquias Queiroz iniciam campanha com vitória nas eliminatórias


Erlon de Souza e Isaquias Queiroz venceram sua bateria pela manhã no C2 1000m com o tempo de 3:29.32 e classificaram-se com o terceiro melhor tempo para as semifinais, que serão disputadas na tarde da sexta-feira.

Valdenice Conceição ficou em terceiro lugar na sua bateria dos 200m do C1 feminino e classificou-se para as semifinais a serem disputadas amanhã, com o décimo-primeiro melhor tempo geral.



No K1 1000m, Vagner Souta terminou em sexto em sua bateria, que terminou com vitória do argentino Agustin Vernice, e assim ficou de fora das semifinais. Ele fez o 30º melhor tempo geral. 

Outras duas atletas paralímpicas entraram na água pela manhã: na semifinal do KL3 200m, Mari Christina Santilli ficou em 3º em sua bateria e classificou para a Final A que será disputada no sábado. Já na semifinal do KL2 200m, Debora  Benevides ficou em 5º em sua bateria e não seguiu para a final.

Ainda não houve disputa de medalhas na canoagem olímpica e os destaques do dia classificatório ficou para quem não voltará para a Fase Final. Danuta Kzak, atleta de maior sucesso da canoagem feminina da atualidade, e Anna Karasz fizeram a festa da torcida ao ganhar facilmente a semifinal do K2 500m, mas foram desclassificadas na pesagem do barco. Já,  Pita Taufatofua, o "Besuntado de Tonga", voltou às raias ao lado de Malakai Ahokava. Após apenas seis dias de treino eles ficaram em último lugar mas seguem acreditando na vaga nos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020 e no poder do esporte para melhorar a humanidade, conforme contaram em entrevista exclusiva ao Surto Olímpico.

Fotos, em ordem: 1 e 3: Mateus Nagime / Surto Olímpico; 2, 4 e 5: Bence Vekassy/ICF

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