Com calor extremo durante evento-teste, Maratona aquática é esporte que preocupa organizadores de Tóquio-2020



A pouco menos de um ano dos Jogos Olímpicos de Tóquio de 2020, o calor parece ser a maior preocupação das entidades organizadoras. Depois de vários testes e preparativos para as provas de Maratona e Vôlei de Praia e até mesmo a morte de um trabalhador em obras relacionadas às Olimpíadas, foi a vez da Federação Internacional de Natação (FINA) assumir o compromisso de monitorar as condições da água em Tóquio depois de vários atletas terem apontado problemas no evento-teste de maratona aquática, que aconteceu no dia 11 de agosto.

22 homens e 13 mulheres participaram da corrida de 5km, metade da distância da prova olímpica. Como o evento foi realizado apenas por motivos operacionais, nenhum resultado foi divulgado. 

A temperatura chegou a superar os 30 graus durante o evento, apesar do início ter sido às 7h. Oussama Mellouli (TUN), três vezes medalhista olímpico declarou que esta foi a corrida mais quente a qual ele já participou. "Me senti bem pelos primeiros 2km, mas depois eu fiquei superaquecido", declarou.

A nadadora japonesa Yumi Kida foi outra que reclamou: "a temperatura da água estava alta, então estou um pouco preocupado com isso". Além disso, ela reclamou que a água estava "um pouco fedorenta, e a claridade não estava muito boa, então eu quero que a qualidade melhore".

As regras da FINA estipulam que a maratona aquática não pode acontecer se a temperatura da água estiver acima de 31 graus. O Diretor-Executivo da entidade, Cornel Marculescu prometeu que medidas serão tomadas para garantir o bem-estar dos atletas. "Baseado nesta informação, nós vamos decidir que horas o evento começará. Pode ser as 5h, 5h30, 6h, 6h30… depende da temperatura da água. Ao trabalhar com uma empresa especializada como faremos aqui em Tóquio, teremos as informações certas para tomar a decisão certa".

Além disso, a qualidade da água no Parque Marinho Odaiba é outro problema que já vem de longa data, principalmente após a União Internacional de Triatlo reclamou de testes que apontaram níveis de coliformes fecais sete vezes maiores que o permitido e E. coli 20 vezes acima do limite aceitável.

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