Velejador Robert Scheidt chega ao último dia do Mundial da classe Laser muito perto da vaga para a sétima Olimpíada


O velejador Robert Scheidt está muito perto de confirmar o direito de disputar sua sétima Olimpíada. Ele chega ao último dia de regatas do Campeonato Mundial da Classe Laser 2019 em 12° lugar na classificação geral, com boa vantagem para o 18° colocado, posição estipulada pela CBVela como a linha de corte para definir o representante brasileiro nos Jogos de Tóquio, em 2020. A competição disputada em Sakaiminato, no Japão, e válida como parte da seletiva olímpica brasileira, chega ao último dia de disputas na madrugada desta terça-feira (9) - pelo horário de Brasília.

“Faltam duas regatas para conquistar o objetivo, que é a vaga em Tóquio. Não tem que fazer muita conta. Agora é lutar muito para velejar bem para fazer as duas regatas de forma consistente. Vou com tudo, mas sabendo que o importante é manter a concentração e a calma nessa etapa final. Tem muita coisa em jogo para muita gente nessa terça-feira aqui em Sakaiminato e todo cuidado é pouco. Agora é evitar os grandes erros e, como disse, tentar fazer duas regatas consistentes para me manter entre os 18 melhores”, explicou Scheidt.

Robert não quer fazer conta, mas os 28 pontos perdidos que o separam do 18° colocado no Mundial são uma boa vantagem na luta para se manter no grupo de classificados para a Olimpíada. Scheidt tem sofrido com o vento fraco a partir da fase da flotilha ouro em Sakaiminato, mas subiu de 13° para 12° lugar, com 71 pontos perdidos. Já o japonês Ha Jeemin, que ocupa a 18ª colocação, tem 99.

Na briga particular entre os brasileiros, a situação do bicampeão olímpico é ainda mais tranquila. São 28 posições em relação a Bruno Fontes (40ª no geral, com 149 pontos perdidos), e de 29 para João Pedro Souto de Oliveira (41° lugar, com 151pp). Philipp Grochtmann aparece em 87°, com 203pp, já fora da briga pelo pódio da competição que reúne 160 barcos de 58 países.

Scheidt tem enfrentado dificuldades na flotilha ouro do Mundial em função da diminuição da velocidade do vento. Na fase de classificação, o bicampeão olímpico velejou no top 5, apesar da disputa acirrada e das ondas fortes. Mas com a mudança das condições climáticas, as provas se tornaram mais complicadas. Nesta segunda-feira 98), ele conseguiu um 15° e um 25° lugares. “Perdi algumas oportunidades importantes hoje. Na primeira regata, poderia ter feito um top 10. Na segunda, cheguei na bóia em um grupo grande, acabei colidindo com ela e tive que pagar uma penalidade. Dali em diante ficou difícil recuperar. A largada continua sendo um ponto importante. Por outro lado, não é fácil porque todo mundo está arriscando muito. E nesse vento fraco/médio, é bem crítico conseguir uma pequena vantagem na largada para clarear as coisas depois e pegar vento limpo”, explicou.

Caso confirme a vaga para Tóquio/2020, Robert será o recordista brasileiro em participações em Olimpíadas, com sete no currículo, e irá em busca da sexta medalha, a quarta na Classe Laser, na qual acumula os ouros em Atlanta/1996 e Atenas/2004 e uma prata (Sidney/2000).

Regras
De acordo com o critério estabelecido pelo Conselho Técnico da Vela (CTV) e ratificado pela Confederação Brasileira de Vela (CBVela), a definição do representante nacional na classe Laser é uma disputa direta, com linha de corte definida. Ou seja, para se classificar, o velejador deve ser o mais bem colocado neste Mundial, contanto que esteja dentro do top 18 da competição. 

Contudo, o passaporte ainda não estará carimbado. Ele só perderá essa possível vaga se outro atleta do Brasil for medalhista no Evento-Teste de Enoshima/2019 ou subir ao pódio no Mundial da Laser em 2020.

Foto: Sailing Energy

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