Surto História - Taffarel e último ouro pan-americano do futebol masculino


Claudio Taffarel em 1987 era um jovem que ainda buscava se firmar na seleção. Se no Internacional, apesar da inexperiência, já era o dono da meta colorada, na seleção brasileira ele nunca teve uma chance efetiva na seleção principal.

A seleção treinada por Carlos Alberto Silva vivia uma entressafra de goleiros: Carlos ficou com fama de azarado e não foi mais chamado. Nomes como Gilmar Rinaldi, Paulo Victor, Régis e Zé Carlos não engrenavam. E Taffarel ganharia a chance de mostrar serviço ao técnico da seleção, com sua convocação ao Pan-americano de Indianápolis.

Os destaques daquela seleção, além de Taffarel, foram o zagueiro Ricardo Rocha e o meia Raí - que se lesionou e nem jogou no Pan - todos tetracampeões com a seleção brasileira. Mas ainda tinha outros bons nomes com passagens na seleção, como o atacantes João Paulo, Evair e Washington 'casal 20', o zagueiro Ricardo Gomes e o meia Valdo. Era uma seleção forte, e o Brasil vinha como favorito ao ouro.

Mas o gramado ruim do estádio onde era disputado o futebol fez problemas para a seleção, que chegou a ter 13 jogadores disponíveis e teve que pedir jogadores da seleção de hóquei sobre patins para completar os coletivos. Mas isso não atrapalhou as boas atuações do Brasil e Taffarel. Vazado no primeiro jogo contra o Canadá, mas o Brasil fez quatro gols. o segundo jogo, mais um gol sofrido contra a seleção cubana (vitória brasileira por 3 a 1) e esse foi o último gol sofrido pelo goleiro na competição.

No terceiro jogo, um empate de  0 a 0 contra o Chile; Na semifinal, uma batalha campal contra o México que terminou por a 1 a 0 na prorrogação. E na final, mais sofrimento e outra vitória na prorrogação, 2 a 0 contra o Chila, gols de Washington e Evair. Esse seria o último ouro pan-americano do Brasil no futebol masculino.

O ouro pan-americano fez Taffarel ser bem visto pelo técnico Carlos Alberto Silva, que em 1988 o chamou para amistosos na Europa - estreando na seleção principal - e para a olimpíada de Seul, onde ele ganhou a prata e depois foi o camisa 1 da seleção por 10 anos, sendo campeão mundial em 1994, onde sete anos antes ele se firmava na seleção.

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