Ranking Olímpico do Judô #06 - O sobe e desce após competições em Baku e Hohhot


Duas competições importantes aconteceram desde que nos vimos no último Ranking Olímpico do Judô. O Grand Slam de Baku contou com a participação de vários brasileiros e trouxe bons resultados, como o ouro de Felipe Kitadai. Por sua vez, o Grand Prix de Hohhot não contou com a participação da equipe do Brasil, mas movimentou o ranking, com a boa participação dos asiáticos. 

Os destaques ficaram por conta de Felipe Kitadai e Rafaela Silva, que faturaram a medalha de ouro na competição, e por Larissa Pimenta, que vem se firmando cada vez mais dentre as melhores da categoria, ganhando mais uma medalha no circuito mundial.

A preocupação com a categoria masculina da -73kg continua, embora a vaga pela cota continental ainda seja mantida.

Está por dentro de como serão distribuídas as vagas olímpicas no judô? Acesse esse link, que o Surto explica tudo direitinho pra você.

Sem mais delongas, vamos analisar o sobe e desce de posições no ranking olímpico: 

CATEGORIAS MASCULINAS 

(-60kg) 
Eric Takabatake (7º) 1230 pontos (classificado diretamente) 
Felipe Kitadai (12º) 899 pontos (classificado diretamente)
Phelipe Pelim (18º) 607 pontos (classificado diretamente)*
Análise: Ascensão de Felipe Kitadai. O medalhista olímpico em Londres/2012 parecia fora do páreo pela vaga em Tóquio, mas os últimos bons resultados o fizeram a retornar à briga e colocar pressão nos adversários Takabatake e Pelim. Kitadai somou 500 pontos com a vitória no Grand Slam de Baku e, assim, subiu 10 posições, ultrapassando Pelim e se aproximando de Takabatake. Os três, atualmente, estariam classificados para Tóquio, cabendo a CBJ decidir qual iria aos Jogos Olímpicos. 

(-66kg) 
Daniel Cargnin (5º) 1370 pontos (classificado diretamente) 
Charles Chibana (20º) 543 pontos (não classificado) 
Análise: Daniel Cargnin venceu apenas uma luta em Baku, enquanto que Chibana perdeu na estreia. Com os resultados, pouco mudou na categoria. Cargnin permanece em 5º e Chibana caiu uma posição, estando em 20º. Os maus resultados de Chibana o fizeram perder a vaga no próximo mundial. A vaga em Tóquio começa a ficar cada vez mais difícil pra ele. 

(-73kg) 
Eduardo Barbosa (25º) 572 pontos (classificado pela cota continental) 
Marcelo Contini (38) 301 pontos (não classificado) 
Análise: Principais nomes da categoria, Eduardo Barbosa e Contini não lutaram no Grand Slam. David Lima, que não aparece no ranking, foi o responsável por levantar a bandeira e caiu logo na primeira luta.  A vaga ainda está no colo de Eduardo Barbosa, em virtude da cota continental. Porém, a categoria não será representada no mundial. 

(-81kg) 
Eduardo Yudy (17º) 635 pontos (classificado diretamente) 
Victor Penalber (33º) 368 pontos (não classificado) 
Análise: Após apenas uma vitória em Baku, Eduardo Yudy desceu uma posição, caindo para 17ª posição. Sem lutar na temporada da IJF, Penalber caiu mais posições: 33º.

(-90kg) 
Rafael Macedo (12º) 1001 pontos (classificado diretamente)
Análise: Sem pontuar para o ranking em Baku, Rafael conseguiu manter sua posição. Sem alterações e sem adversários diretos para a vaga em Tóquio. 

(-100kg) 
Rafael Buzacarini (14º) 971 pontos (classificado diretamente) 
Leonardo Gonçalves (15º) 932 pontos (classificado diretamente)*
Análise: Sem pontuar em Baku, Rafael Buzacarini caiu duas posições, estando, agora, no 14º lugar. Leonardo vem em seguida, na 15ª posição. A disputa está acirrada e o mundial poderá ser um divisor de águas para quem bem aproveitá-lo, já que os dois irão ao Japão no segundo semestre. Estando Buzacarini e Leonardo Gonçalves na região de classificação, fica a cargo da CBJ decidir quem representaria o Brasil em Tóquio/2020.

(+100kg) 
Rafael Silva (3º) 1495 pontos (classificado diretamente)
David Moura (10º) 1207 pontos (classificado diretamente)*
Análise: Sem participação em Baku, os pesos pesados Baby e David Moura se mantiveram estáveis no ranking. É outro caso em que o mundial poderá ser decisivo na corrida olímpica. Como ambos estão na linha de classificação, a CBJ poderia decidir qual dos dois iria aos Jogos Olímpicos. 

CATEGORIAS FEMININAS 

(-48kg) 
Nathália Brígida (16º) 1005 pontos (classificada diretamente)
Gabriela Chibana (20º) 586 pontos (não classificada) 
Análise: Com fraco desempenho em Baku, Brígida caiu duas posições. É a atual 16ª colocada. Gabriela Chibana surpreende do Grand Slam, ganhou de campeã mundial japonesa, terminou na quinta colocação e ganhou importantes 180 pontos, mas não foi o suficiente para retornar à lista de classificadas provisoriamente para Tóquio. Em que pese o bom resultado na última competição, o desempenho irregular no restante da temporada afastou Chibana do mundial do Japão e pode afastá-la do sonho de participar das olimpíadas, a depender do desempenho de Brígida. 

(-52kg) 
Larissa Pimenta (8º) 1160 (classificada diretamente)
Eleudis Valentim (17º) 715 (não classificada)
Análise:  O sexto pódio consecutivo de Larissa Pimenta dá à atleta um novo status dentro da seleção. Inicialmente tida como a 4ª judoca na categoria, não sentiu a pressão por substituir Jéssica Pereira (afastada por doping) e Érika Miranda (aposentada), nem mesmo com a disputa interna com Eleudis Valentim. A jovem de 20 anos está bastante regular no circuito mundial, tomou a dianteira e se torna esperança de bons resultados sempre que sobe ao tatame. Eleudis foi bem em Baku. Chegou às seifinais, perdeu e foi disputar o bronze justamente contra Larissa, sofrendo novo revés. Mesmo assim, o desempenho em Baku foi determinante para sua convocação para o mundial, quando terá nova oportunidade de se aproximar de Larissa na corrida olímpica. Com o 5º lugar no Grand Slam, Eleudis retorna à zona de classificação.

(-57kg) 
Rafaela Silva (2º) 2119 pontos (classificada diretamente) 
Análise: A regularidade de Rafaela Silva impressiona. Após mais uma final, dessa vez com o ouro no peito, Rafaela conseguiu subir uma posição a mais no ranking. Na categoria considerada por muitos a mais difícil, a brasileira terá um mundial duro no Japão, mas entra como uma das favoritas ao título.

(-63kg) 
Alexia Castilhos (16º) 707 pontos (classificada diretamente) 
Ketleyn Quadros (20º) 532 pontos (não classificada) 
Análise: Com apenas uma vitória em Baku, Ketleyn Quadros não conseguiu se aproximar muito de Alexia Castilhos. Mesmo assim, subiu uma posição no ranking. Na categoria, teoricamente, com os resultados mais fracos do ciclo olímpico, a disputa pela vaga olímpica está acirrada. Porém, Ketleyn terá uma chance de ouro, já que foi convocada para o mundial do Japão, que distribui bastante ponto. 

(-70kg) 
Maria Portela (8º) 1256 pontos (classificada diretamente) 
Ellen Santana (23º) 489 pontos (não classificada) 
Análise: Sem participar do último Grand Slam, Portela caiu duas posições no ranking, estando, agora, no 8º lugar. Ellen, por sua vez, perdeu logo na estreia e não pontuou para o ranking, permanecendo na mesma posição.

(-78kg) 
Mayra Aguiar (3º) 1850 pontos (classificada diretamente) 
Samanta Soares (15º) 623 pontos (classificada diretamente)* 
Análise: Após perder prematuramente no Grand Slam de Baku, Mayra viu suas adversárias terem bons desempenhos. Anna Maria Wagner (GER) foi vice-campeã em Baku e em Hohhot e ultrapassou a brasileira na corrida olímpica. Guusje Steenhuis precisou de um 5º lugar no Grand Slam para também ultrapassar a brasileira, que agora está na terceira colocação. Sem competir, Samanta Soares se mantém na zona de classificação para Tóquio, mas distante do sonho olímpico. São mais de 1000 pontos de diferença para Mayra, além dos pontos que a bicampeã mundial pode vir a angariar no Japão. De toda forma, estando ambas classificadas diretamente, a CBJ poderia decidir qual das duas iria aos Jogos Olímpicos.

(+78kg) 
Maria Suelen Altheman (2º) 2050 (classificada diretamente) 
Beatriz Souza (8º) 1270 pontos (classificada diretamente)* 
Análise: Desempenho aquém do esperado de Maria Suelen Altheman, que perdeu logo na estreia. Pontos e colocação inalterados. Já para Bia Soares, que não esteve em Baku, queda de duas posições. Ambas estarão do mundial do Japão e é uma grande chance para Beatriz Souza tentar se reaproximar da companheira e adversária Altheman.

Entre os times, o IJF aponta que o Brasil estaria classificado, devido conter representantes nas categorias exigidas para disputa em equipes.

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