Primeira mulher muçulmana a usar um hijab nas Olimpíadas vai se afastar da esgrima


Ibtihaj Muhammad (USA), a primeira mulher muçulmana a usar um hijab (vestimenta da doutrina islã) nas Olimpíadas, vai se afastar do esporte e não deve competir nos Jogos Olímpicos de 2020 em Londres.

Em entrevista ao NBC Sports, Muhammad afirmou estar "satisfeita" com sua carreira e se inspirou em amigos famosos para tomar a difícil decisão de se afastar.

A decisão de se afastar tem cunho religioso. Segundo conta a atleta, após uma peregrinação à Meca, em agosto do ano passado, o caminho tomado ficou mais claro.

Vejam trecho da entrevista:

“Eu desliguei oficialmente o meu sabre. Sinto-me realmente contente com a minha carreira e onde estou agora na minha vida. Você sabe, a esgrima não é mais uma grande parte dela (a vida), mas sempre foi minha intenção transcender o esporte de uma forma que atingisse as pessoas não apenas no mundo das esgrimas, mas fora dele. Acho que fui capaz de fazer isso melhor do que imaginei um dia, não apenas representando meu esporte, mas representando a mim mesmo”.

A esgrimista conversou com grandes atletas para tomar a decisão final. Entre elas, Lndsay Vonn, que deixou o esqui devido lesões recorrentes, bem como Abby Wambach e Julie Foudy, que se aposentaram depois de jogar futebol.

Muhammad disse que entendeu que essa seria a hora e já se sente desconectada do esporte.

Ibtihaj Muhammad iniciou tardiamente no esporte para os padrões normais. Ingressou no esporte aos 17 anos e só veio competir a nível internacional quando já tinha 23 anos. 

A atleta fica marcada na história como a primeira mulher muçulmana a competir nas Olimpíadas em um hijab, nos Jogos Olímpicos Rio 2016. Ela contribuiu significativamente à equipe dos EUA para ganhar uma medalha de bronze, tornando-se a primeira muçulmana-americana a ganhar uma medalha nos jogos.

Foto:Divulgação

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