Brasil estreia na nova prova olímpica do 4x400m misto no Mundial de Revezamentos de Atletismo, no Japão


Pela primeira vez na história o Brasil terá uma equipe adulta correndo o 4x400 m misto, dois homens e duas mulheres, no 4º Mundial de Revezamentos da IAAF, competição que será realizada no Estádio Internacional de Yokohama, o maior do Japão, no sábado e domingo (11 e 12/5). A seleção brasileira quer ficar entre os 12 primeiros colocados e com uma vaga para o Mundial de Atletismo de Doha, no Catar, de 27 de setembro a 6 de outubro. O revezamento 4x400 m misto também debuta no Mundial de Atletismo neste ano de 2019 e passa a integrar o programa olímpico nos Jogos de Tóquio 2020.

O 4x400 m misto já foi prova no Mundial de Revezamentos de 2017, nas Bahamas, com vitória do time da casa. "O Brasil nunca correu o 4x4 misto na categoria adulta, vamos tentar a classificação para o Mundial já na expectativa da Olimpíada. Vencemos o 4x4 misto no Mundial Sub-18 de Nairóbi, no Quênia, em 2017. A oportunidade que temos de ver o que a nossa equipe pode fazer é agora. Acho que temos condições concretas de estar entre os oito, que é um time capaz de ficar entre os cinco até", avaliou o treinador Evandro Lazari.

São 21 as equipes inscritas, brigando por 12 vagas para o Mundial de Doha.

São muitas as novidades e a prova chama a atenção exatamente por misturar homens e mulheres. Não há posição fixa entre os corredores por regra. A formação é definida por cada time. "Eu tenho uma proposta de montar a equipe com homens nas duas pontas, abrindo e fechando o revezamento, e as mulheres no miolo. Mas como cada equipe monta do seu jeito a emoção vai até o final", comentou Lazari.

O Brasil ainda não está definido para Yokohama, mas o treinador já revelou a posição das mulheres - Tiffani Marinho será a segunda corredora e Geisa Coutinho a terceira. Os homens que vão abrir e fechar o revezamento do Brasil serão escalados entre Alexander Russo, Hugo Balduíno e Lucas Carvalho. Cristiane Silva completa o grupo de mulheres.

O período de treinamento em Chula Vista, nos Estados Unidos, e em Saitama, na Universidade Rikkyo, no Japão - uma das bases olímpicas do COB em 2020 -, serviu para fortalecer o grupo e, claro, treinar técnicas, como a passagem do bastão.

"É delicado treinar as passagens de uma mulher para um homem e vice-versa, devido as velocidades diferentes da corrida, de aceleração e de chegada para a troca de bastão. Trabalhamos para adequar essas passagens. Foi bom para a equipe se conhecer e trocar informações, treinar bastante. Tomara que seja uma boa surpresa", afirmou Evandro.

A estrutura montada pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB) em Saitama recebeu elogios, especialmente pela comida, feita por brasileiros que trabalham na empresa japonesa contratada para fornecer as refeições. "Tem sido espetacular", definiu Evandro. Todos também estão adaptados ao fuso - são 16 horas de diferença em relação a Chula Vista. "Está tudo legal, o grupo está unido - no fim de semana fizemos um passeio para Tóquio", comentou Evandro, que espera que essas condições sejam convertidas em resultados na pista.

Foto: COB

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