Quênia abaixo de zero? País africano sonha com vaga olímpica no Hóquei no gelo


O Quênia é conhecido pelo sucesso no atletismo, principalmente em distâncias de fundo. Porém, isso pode mudar, se depender da força de vontade do time de hóquei no gelo. A seleção dos Leões do Gelo estão treinando duro para ser o primeiro time na África Oriental e Central a se classificar para as Olimpíadas de Inverno.

Na capital do Quênia, Nairobi, os Leões de Gelo estão determinados a superar todas as probabilidades e se qualificar para as Olimpíadas de Inverno de 2022. A equipe está treinando na única pista de gelo na África Oriental, sob a orientação do veterano jogador canadense de hóquei Tim Colby.

Eles vêm jogando amistosos internacionais contra jogadores experientes, entre eles Rússia, Canadá e Estados Unidos.

Benjamin Mburu jogou hóquei no gelo por quase quatro anos. Ele começou como um patinador e depois entrou no hóquei de rua. Enquanto melhorava suas habilidades, um jogador de hóquei no gelo o pediu para se juntar a eles em um jogo e nunca mais deixou a modalidade de inverno. "Gostei muito do gelo, então me integrei automaticamente", disse Mburu.  

Ajuda de jogadores canadenses

Desde então, o atleta chegou até Toronto, no Canadá, para competir. "Foi em agosto de 2018. Nós interagimos com alguns jogadores, que nos deram algumas dicas. Também conseguimos conhecer canadenses, que são muito bons nisso e nos ajudaram".

Faith Sihoho, de 26 anos, é uma das jogadoras de hóquei no gelo do sexo feminino. "Comecei a jogar hóquei aos 23 anos. Amigos me disseram que eu conseguiria aprender e me juntei a eles. Foi assim que comecei a jogar hóquei no gelo", afirma atleta.

Robert Opiyo joga hóquei no gelo desde 2007 e é um dos jogadores mais experientes do time queniano. Ele diz que o esporte percorreu um longo caminho desde que começou a ser praticado no seu país: "Temos visto um aumento de pessoas gerando interesse pelo esporte. Estamos tentando nos concentrar na juventude, a geração mais jovem, porque para nós, mais experientes, não jogaremos por muito tempo. Eles são os únicos que vão levar esta bandeira ".

Preparando-se para as próximas Olimpíadas de Inverno

Opiyo acredita que o hóquei no gelo está lentamente ganhando força e espera que o esporte se torne ainda mais popular nos próximos anos, enquanto o time se prepara para as Olimpíadas de Inverno de 2022. "Estamos fazendo o nosso melhor para conseguir chegar a esses jogos. Temos visto um aumento de pessoas que têm interesse na modalidade. Estamos tentando nos concentrar nos jovens".

Embora o hóquei no gelo ainda seja novo no Quênia, o técnico Tim Colby acredita que os jogadores têm potencial para chegar ao topo.O técnico afirmou que "eles são rápidos e estão em ótima forma, então devem jogar como o trunfo da velocidade. O maior desafio agora é conseguir os equipamentos necessários e utensílios como uma máquina de afiar patins que você, simplesmente, não pode comprar aqui".

A pretensão de Colby é também formar treinadores quenianos: "Queremos garantir que os quenianos sejam formados como treinadores para que eles sejam donos do jogo, desenvolvam formações e criem um jeito queniano de jogar".

Opiyo disse que a equipe era autofinanciada e que, de tempos em tempos, recebiam doações. "Até agora, o governo não nos deu recursos. Por enquanto, não temos patrocinadores. No entanto, uma empresa chinesa de comércio eletrônico chamada AliBaba e uma empresa de café canadense conhecida como Tim Hortons se comprometeram a apoiar a equipe".

O hóquei no gelo é jogado em pelo menos cinco outros países africanos, principalmente no norte, como Tunísia, Argélia, Marrocos, Egito e África do Sul. Até agora, a África do Sul é a número um no continente, mas os Leões de Gelo do Quênia estão trabalhando duro para mudar isso.

Foto: Divulgação

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