Grand Prix de Judô - Tbilisi - Dia 01 - Brasil conquista 3 medalhas


Animador. Não tem como definir de outra forma o início do Brasil do Grand Prix de Tbilisi, na Geórgia. A equipe feminina, sempre ela, subiu ao pódio três vezes: 1 prata, conquistada por Rafaela Silva (-57kg), e dois bronzes, com Nathália Brígida (-48kg) e Larissa Pimenta (-52kg).

Rafaela mantém regularidade na temporada

Mantendo grande regularidade em 2019, Rafaela Silva novamente chegou à final de uma grande competição. Sétima colocada no Ranking Mundial, Rafaela foi cabeça de chave e venceu todas as lutas das preliminares, classificando-se para as semifinais. 

No caminho, deixou para trás a belga Mina Libeer, por waza-ari, e avançou às quartas, onde superou a cazaque Sevara Nishanbayeva, por ippon. A semifinal foi a reedição da final do Campeonato Mundial Militar de 2018, com a francesa Helène Receveaux e, novamente, Rafaela levou a melhor, projetando a adversária duas vezes em menos de um minuto para chegar à final com mais um ippon. 

A decisão pelo ouro com a kosovar Nora Gjakova, número dois do mundo, foi equilibrada e definida nas punições. Rafaela investiu nos contra-ataques que vinham dando certo ao longo da competição, mas não teve sucesso dessa vez e acabou sendo punida três vezes. Ao sair do pódio, ela avaliou positivamente seus últimos resultados - três finais em cinco eventos - e revelou que sentiu um pouco de falta de ritmo de luta em Tbilisi por ter passado os últimos dias tratando uma lesão no joelho.

"É a terceira vez que venho para a Geórgia e nessas três vezes fiz final. Estou muito feliz com meu desempenho nessas competições de início de 2019. Na final, senti um pouco o ritmo. Eu lesionei o joelho nas últimas competições, então estava mais fazendo fisioterapia e tentando intensificar minha parte física. Mas, ainda estou sentindo um pouco a falta de ritmo de treino. Agora, é aproveitar essa semana para preparar porque já tem competição no próximo final de semana de novo", explicou Rafaela já projetando sua participação no Grand Prix de Antalya, na Turquia, na próxima sexta-feira.

Brígida e Pimenta fazem dobradinha de bronze

A primeira medalha brasileira do dia veio com a ligeiro Nathália Brígida (-48kg), que venceu Mariam Tsikhelashvili, da Geórgia, na estreia, e a turca Nazlican Kilic, nas oitavas. A brasileira caiu nas quartas diante da experiente Urantsetseg Munkhbat, da Mongólia, mas recuperou-se com um belo ippon sobre a ucraniana Marina Chernyak na repescagem para chegar à disputa pelo bronze, onde derrotou a húngara Eva Csernoviczki. Foi o terceiro pódio de Brígida em 2019, resultados que consolidam seu retorno às competições e à disputa pela vaga rumo a Tóquio 2020. 

Brígida, que foi bronze também no Grand Prix de Tel Aviv, em janeiro, e no Grand Slam de Dusseldorf, em fevereiro, deixou algumas palavras:


A jovem Larissa Pimenta (-52kg), de apenas 19 anos, também vem mostrando regularidade em 2019 e conquistou seu quarto pódio na temporada, o primeiro em Grand Prix. Embalada pelos ouros nos Abertos de Lima e Santiago nas últimas semanas, a novata brasileira bateu Amber Ryheul, da Bélgica, na primeira luta, e repetiu o resultado nas oitavas diante de Irem Korkmaz, da Turquia. O único revés foi nas quartas contra a francesa Astride Gneto. Na repescagem, Pimenta se impôs e venceu Gulbadam Babamuratova, do Turcomenistão, por ippon, garantindo-se na luta pelo bronze, onde derrotou a mongol Khorloodoi Bishrelt nas punições.

"Esse ano está sendo um ano bem diferente para mim, de adaptação e de evolução. A cada competição eu estou me sentindo melhor. Eu fui para três competições no começo do ano, evoluindo a cada. Fui para os Opens, medalhei, fui campeã. E não ia sair daqui hoje sem medalha. Treinei bastante para isso, espero evoluir cada vez mais e agardeço à CBJ por me apoiar nessa caminhada", comemorou Pimenta.

Na mesma categoria, o Brasil ainda teve outra novata, Yasmim Lima. Em sua segunda participação internacional, a atleta do Instituto Reação estreou bem com vitória por ippon sobre a polonesa Karolina Pienkowska. Nas oitavas, em luta equilibrada com a francesa Faiza Mokdar, Yasmim acabou sendo projeta por ippon após quase três minutos de golden score.

Kitadai vence duas e fica em sétimo lugar

O ligeiro Felipe Kitadai chegou muito perto da disputa pelo bronze, mas caiu na repescagem depois de um bom início em Tbilisi. Derrotou o indiano Gulab Ali Moshin por ippon na primeira rodada e passou pelo francês Cedric Revol após uma batalha de nove minutos, com um waza-ari no golden score.

Em seguida, parou em dois georgianos. Primeiro, caiu nas quartas diante de Lukhumi Chkhvimiani, nas punições. E, por último, foi superado pelo ippon do jovem Jaba Papinashvili na repescagem, terminando em sétimo lugar.

Na mesma categoria, o Brasil ainda teve Phelipe Pelim, que parou na primeira luta diante do russo Yago Abuladze. Mesmo desempenho do meio-leve Charles Chibana (66kg), derrotado na estreia por Ismayil Ibrahimov, do Azerbaijão.

No sábado, três brasileiros sobem no tatame. Marcelo Contini (-73kg), Eduardo Barbosa (-73kg) e Maria Portela (-70kg) lutarão por um lugar no pódio do Grand Prix. No domingo, Rafael Macedo (-90kg), que defende o título conquistado ano passado, Rafael Buzacarini (-100kg) e Beatriz Souza (+78kg) lutam. 

Como sempre fazemos, vamos aos resultados de hoje.

CATEGORIAS FEMININAS 

-48kg

A medalhista de bronze do Grand Prix de Marraquexe, Melanie Clement (FRA), derrotou a sensação ucraniana, Daria Bilodid, campeã mundial no ano passado. A mais jovem campeã mundial de judô de todos os tempos não resistiu à experiência da francesa. Clement pontuou com waza-ari em duas oportunidades, aplicando a técnica do o-osoto-gari, atrapalhando a menina de 18 anos em seu retorno às competições. A atual campeã mundial sênior e júnior competia pela primeira vez desde outubro. 

Daria Bilodid vinha de uma sequência de 38 vitórias seguidas. Clement conseguiu a primeira vitória em Grand Prix. 

Como adiantamos acima, a primeira medalha do dia foi para nossa Nathália Brígida. Foi o terceiro pódio dela no ano, em seis competições. Aos poucos, vai se consolidando na disputa pela vaga olímpica. Na disputa pelo bronze, a judoca venceu Eva Csernoviczki (HUN) com um belo estrangulamento. A segunda medalha ficou com Urantsetseg Munkhbat (MGL).

-52kg: 


A medalhista de prata olímpica na Rio/2016, Odette Giuffrida (ITA), derrotou, na final, a vencedora do Grand Slam de Ekaterimburg, Gili Cohen (ISR). Coincidentemente, ambas as atletas já haviam subido ao local mais alto do pódio em Tbilisi. Giufrida foi campeã em 2016 e Cohen em 2014. A italiana aplicou dois wara-aris para liquidar a luta. 

A primeira medalha de bronze foi conquistado por Larissa Pimenta (BRA). A número 50 do mundo ganhou sua primeira medalha na IJF World Tour ao derrotar , número 50 do mundo, que ganhou sua primeira medalha da IJF World Judo Tour ao derrotar Khorloodoi Bishrelt (MGL). Pimenta ingressou na seleção em uma categoria em que o país estava muito bem representado por Érika Miranda e por Jéssica Pereira. Acontece que, em questão de semanas, Érika anunciou aposentadoria e Jéssica foi pena no antidoping. A preocupação com a categoria deu lugar ao talento de Pimenta e de Eleudis Valentim, ambas, em tão pouco tempo, já dentro das vagas para Tóquio.  A segunda medalha de bronze foi ganha por Astride Gneto (FRA), que venceu Pimenta nas quartas. 

-57kg 


A medalhista de prata do World Judo Masters, Nora Gjakova (KOS), comemorou a sua quinta medalha de ouro em Grand Prix. O revés foi contra a brasileira Rafaela Silva, campeã olímpica em 2016. Rafaela foi penalizada por usar o kumikara, chamado "abraço de urso". Como já tinha outras duas punições, foi desclassificada e ficou com a medalha de prata., a terceira do país na competição. Destaque para a regularidade de Rafaela no ano. A brasileira tem batido o ponto no pódio das competições da IJF, batendo na trave para trazer o ouro.

Helene Receveaux (FRA) e Sanne Verhagen (NED) ficaram com o bronze. 

CATEGORIAS MASCULINAS 

-60kg 

O medalhista de bronze do Grand Slam em Düsseldorf, Lukhumi Chkhvimiani (GEO) venceu o Grand Prix em casa pela terceira vez consecutiva, ao bater o campeão europeu Walide Khyar (FRA) na final. Almejando Tóquio/2020, o atleta georgiano mostrou toda sua superioridade, vencendo o francês com um waza-ari.

Sharafuddin Luftillaev (UZB), vencedor do Grand Prix de Marraquexe, ficou com a primeira medalha de bronze. Outro atleta da casa ficou com o segundo bronze. Jaba Papinashvili mostrou que as futuras gerações do judô masculino da Geórgia estão sendo formadas. 

-66kg 

O ex-medalhista mundial de bronze, Tal Flicker (ISR), venceu Giorgi Tutashvili (GEO) de apenas 20 anos, estreante no IJF World Judo Tour. Bela estreia, diga-se de passagem. Flicker ganhou com a vantagem de um waza-ari.

Daniel Perez Roman (ESP) foi o primeiro a ganhar a medalha de bronze. A segunda conquista ficou por conta de mais um atleta da casa: Bagrati Niniashvili (GEO), medalhista de bronze no Grand Slam de Ekaterimburg. 

Fotos: CBJ/IJF
Vídeo: CBJ

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