Evento sobre futebol feminino em São Paulo atrai mais de 300 pessoas


Às vésperas da Copa do Mundo de Futebol Feminino, todas as atenções começam a serem voltadas para tudo o que gira em torno da bola. Nas últimas semanas, tivemos a primeira exposição sobre a história do futebol feminino brasileiro a céu aberto, o lançamento do uniforme de diversas seleções e também o início do processo da seleção feminina de futebol americano junto à Federação Americana de Futebol por salários e condições de trabalho similares ao que é oferecido ao time masculino. Esta semana o futebol feminino marcou presença mais uma vez na capital paulista com um evento voltado para as conquistas do futebol feminino.

Na última terça, 19 de março, o auditório e o espaço anexo do Museu do Futebol ficaram pequenos para as 300 pessoas que presenciaram o evento "As conquistas delas" sobre futebol feminino. Este foi o segundo evento organizado pelas "Dibradoras", um grupo de jornalistas mulheres que fazem trabalho pioneiro na mídia sobre o futebol feminino e o machismo.

Nesta edição, as Dibradoras puderam contar com as ilustres presenças das jogadoras Cristiane Rozeira, Roseli de Belo e o técnico Renê Simões, que contaram diversas histórias pessoais sobre as glórias e percalços de se fazer parte do futebol feminino. Na plateia, composta maioritariamente por mulheres, meninas do time do Centro Olímpico, futuras jogadoras, jornalistas, comentaristas, fãs e também grandes nomes do futebol feminino, Aline Pellegrino, Rosana e Milene Domingues, houve muita atenção devotada ao que os convidados tinham a dizer e muita emoção ao se reviver e se conhecer tantas lutas para se conquistar um espaço que já deveria existir. Das surras do irmão que não aceitava que Roseli jogasse bola à decepção de Cristiane que queria muito ganhar uma bola, mas que só ganhava bonecas – posteriormente decapitadas para virarem bola – muita coisa passou pelo palco do auditório do museu, inclusive reflexões sobre o atual momento da seleção feminina e o seu futuro incerto.

O Surto Olímpico marcou sua presença no evento e contribuiu para o debate perguntando sobre o que as jogadoras acreditavam que ainda faltava para a preparação para o Mundial e para os jogos olímpicos de Tóquio. Cristiane comenta que o ano passado não foi produtivo diante do número de derrotas e que o ano se iniciou com muitos desafios com o desastre da seleção no torneio "She Believes" nos Estados Unidos. Para a atleta, esse torneio deve servir de alerta para que a comissão possa fazer as alterações necessárias antes da Copa do Mundo. Em termos físicos, a jogadora acredita que houve uma grande melhora, apesar de ter havido críticas em relação a isso. Cristiane reconhece que tem pouco tempo para se corrigir os erros e a pressão só tende a aumentar por conta da mídia e do momento da seleção, mas a jogadora do São Paulo afirma que a comissão vai tentar corrigir os erros ainda nos amistosos. Roseli, por sua vez, diz não entender o que acontece com tantos jogos perdidos e que acredita que o treinador não deveria esperar tanto para fazer alterações. Ela afirma que não torce contra, que a seleção tem material, mas que precisar usar todo o seu arsenal. 

A Copa do Mundo de futebol feminino começa dia 07 de junho na França e terá cobertura completa na Globo. 

Crédito: Flávia Amaral

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