Etiene Medeiros muda foco para os 50m e 100m livre para Tóquio 2020


Na última quinta-feira, Etiene Medeiros finalizou as atividades na água e na academia do centro de treinamento do Time Brasil, no Parque Aquático Maria Lenk, no Rio de Janeiro, e não conseguiu esconder a frustração. Tinha sido horrível. Esquivou-se de conversas, fechou o semblante e correu para longe dali, porque à tarde viria mais trabalhos a encarar.

Apesar da insatisfação, a pernambucana de 27 anos sabia, em seu íntimo, que o processo que compreende esses altos e baixos emocionais era necessário para buscar objetivos novos em 2019.

Primeira nadadora brasileira campeã mundial, ela e seu técnico, Fernando Vanzella, acreditam que é o momento de se reinventar, mesmo a menos de 18 meses dos Jogos Olímpicos de Tóquio.

Ambos decidiram deixar de lado as provas de costas, que sempre foram o carro-chefe de Etiene e nas quais obteve seus principais pódios internacionais, e se concentrar nas de estilo livre. Mais precisamente, nos 50m livre e nos 100m livre.

A decisão, estratégica, diz respeito às intenções na Olimpíada de Tóquio. Principalmente porque os 50m costas, a prova que mais rendeu títulos à competidora, não faz parte do programa olímpico.

Etiene é competitiva nos eventos que irá priorizar. Atual recordista sul-americana dos 50m livre (24s45), foi finalista olímpica e acumula uma prata nos Jogos Pan-Americanos de Toronto 2015 e um bronze no Mundial em piscina curta (25m) de Hangzhou, em 2018, da distância.

"Se eu me dedicar como desejo a essas provas, consigo uma coisa bem bacana, se Deus quiser, no Japão"  afirmou Etiene em entrevista ao GloboEsporte.com

Nos Jogos do Rio, a pernambucana terminou a final dos 50m livre em oitavo lugar, enquanto o ouro ficou com a dinamarquesa Pernille Blume, com a marca de 24s07. Para entrar definitivamente na elite da prova, a brasileira precisa melhorar em 0s4 seu melhor tempo. E ser mais rápida requer um treinamento específico.

"Hoje, se eu tenho quatro séries fortes, faço três de crawl [estilo livre] e uma de costas. Antes eram duas de cada. Atualmente, as provas de costas são minha segunda prova, e não quero esquecer que foi esse estilo que me deu muita abertura na natação mundial. Mas achamos que investir no nado livre é a melhor cartada para o Japão" comentou.

Todas as mudanças serão testadas em uma competição na cidade francesa de Marselha, no próximo mês, mas principalmente no Troféu Brasil/Maria Lenk, em abril, no Rio. O torneio será seletiva para o Campeonato Mundial de esportes aquáticos de Gwangju, na Coreia do Sul, em julho, e os Jogos Pan-Americanos de Lima, em agosto. No meio tempo, ainda disputará etapas de um novo campeonato promovido pela Fina (Federação Internacional de Natação).

Etiene não vai abandonar por completo as provas de costas e deve disputá-las no Troféu Brasil. Agora, se vai nadá-las no Mundial e no Pan é outro assunto. Nada deve atrapalhar o projeto de chegar bem a Tóquio, em 2020.

"Eu me defino como uma pessoa que já conhece o processo. Por estar mais velha, sinto um reflexo diferente em relação a treino. me conheço melhor. Estou mais madura" disse Etiene.


Com informações de globoesporte.com
foto: Igo bione/etienemedeiros.com

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