Demência vascular rouba memórias de medalhista olímpico ouro na marcha atlética


Ken Matthews é um ex-atleta britânico que ficou no topo do pódio nos Jogos Olímpicos de Tóquio/1964, após vencer a corrida da marcha atlética de 20km.

O idoso de 84 anos foi diagnosticado com demência vascular em agosto de 2016 e atualmente é residente de uma espécie de abrigo especializado, a Hillbury House Care Home, em Wrexham.

A demência vascular é uma das formas mais comuns de perda de memória, ficando atrás do Alzheimer.

De acordo com o filho, Ian Matthews, de 52 anos, seu pai está lentamente perdendo a capacidade de lembrar sua gloriosa conquista esportiva. Ian foi cuidador de seu pai, em tempo integral, até janeiro deste ano, quando resolveu levar o seu pai ao Hillbury House, já que ele não se sentia mais capaz de cuidar do pai sozinho.

“A demência é uma condição terrível, pois tira a capacidade de lembrar muitas memórias preciosas. Mas papai está feliz aqui e está indo bem. O atendimento que ele recebe é de primeira classe e os funcionários são todos fantásticos. Eu teria gostado de continuar como cuidador em tempo integral do meu pai, mas não era mais viável. Enquanto o pai se esforça para recordar as Olimpíadas de Tóquio, ele reconhece a medalha e gosta de olhar para ela e, à sua maneira, entende o que ela representa, em vez de apenas gostar de segurá-la", revela o filho de Ken Matthews.


Ian conta que o pai foi dominante nas Olimpíadas de Tóquio: "Quando ele entrou no estádio, estava sozinho, com uma ampla vantagem para os demais. Aposentou-se no topo e seus recordes de corrida duraram muitos e muitos anos. Era praticamente imbatível nos 20km".

O herdeiro do medalhista de ouro olímpico explica que seus pais, Ken e Sheila, mudaram-se para Wrexham em 1965, quando o seu pai aceitou um convite para se tornar gerente de esportes e produtos elétricos de uma empresa.

Ken Matthews permaneceu trabalhando até os 62 anos, momento em que se aposentou e passou a cuidar da esposa, cuja saúde havia se debilitado após um derrame que a deixou paralisada no lado esquerdo. Depois de alguns anos, Sheila ainda desenvolveria o Alzheimer, vindo a falecer em março de 2015, o que teria afetado muito o campeão olímpico de 1964.


A gerente da casa de acolhimento em que se encontra, Cindy Clutton, diz que Ken se adaptou muito bem e é popular entre outros moradores e funcionários: “Viver com demência é algo que um número crescente de pessoas tem que fazer. É importante estimularmos Ken e outros residentes que estão vivendo com a condição. Ele é capaz de nos informar o que ele quer e se ele está insatisfeito com qualquer coisa. E ainda anda com uma certa desenvoltura", completou Cindy.

Foto: Divulgação

Postar um comentário

Copyright © Surto Olimpico. Designed by OddThemes