Coluna Buzzer Beater - Eu confio (desconfiando) no Brasil na copa do mundo de basquete


Por Marcos Antônio

No último sábado (16), tivemos o sorteio dos grupos da Copa do mundo de basquete e o consenso foi geral sobre o grupo do Brasil: Estamos ferrados (para não dizer a outra palavra mencionada) O Brasil caiu no grupo F junto da Grécia, Montenegro e Nova Zelândia. Para muitos, devido ao basquete apresentado, teremos uma eliminação certa e uma vida dura no pré olímpico mundial e a vaga do basquete para Tóquio 2020 não virá. Podem me chamar de louco, mas apesar de admitir que não foi um grupo fácil, é possível sim passar de fase, pelo menos.

Antes de analisarmos a nossa seleção, vamos analisar nossos adversários. Primeiro, a Grécia: Um bom time que está passando por uma reformulação e tenta se reencontrar. Tem bons armadores como Nick Calathes e Kostantinos Sloukas e no garrafão Papanikolau, Mitoglu e Thanasis Antetokoumpo - irmão mais velho de Giannis - são bons nomes. Com o acréscimo de Giannis Antetokoumpo, que já confirmou que estará representando a Grécia, dará o salto para brigar para ser a desafiante que enfrentará os Estados Unidos na final. Tem, tudo para ser a primeira do grupo.

Montenegro é uma seleção que surpreendeu, eliminou a badalada Eslovênia - que sem Doncic realmente não é muita coisa - apesar de ter um jogo bem defensivo, foi eficaz. Nikola Vucevic, pivô do Orlando Magic, e Bojan Dulbjevic, ala pivô do Valência, são os principais nomes montenegrinos, mas eles não conseguem jogar juntos, já que ambos jogam espaçados e tem bom arremesso. Nenhum técnico conseguiu balancear a equipe com os dois em quadra. Sem bons armadores de ofício, eles naturalizaram os americanos Tyrese Rice e Derek Needham para a posição. Com ou sem Vucevic (que não garantiu presença no mundial), é contra eles que o Brasil vai brigar pela vaga na segunda fase.

A Nova Zelândia é teoricamente a equipe mais fraca do grupo, mas eles fizeram uma ótima eliminatória, mesmo sem seus principais jogadores. Corey e Tai Webster são destaques, armadores que criam seu próprio arremesso e fazem o time jogar. Steven Adams, pivô da NBA, seria um bom reforço, mas o neozelandês nunca se mostrou interessado em jogar pela seleção - ele não tem nenhuma partida pela seleção adulta na carreira - e provável que não vá para esse mundial

O Brasil deixou como última impressão ao seu público uma péssima atuação diante do time C do Canadá. Isso deixou a moral da equipe com a torcida lá embaixo. Mas como disse acima, o grupo não é fácil, mas com exceção do grupo A - da China e do E - onde os estados Unidos vai remar de braçada - não vejo grupos tão fáceis. o grupo H é o verdadeiro grupo da morte com Canadá, Austrália, Lituânia e Senegal se matando por duas vagas.

Temos uma base experiente com Huertas, Alex, Marquinhos, Leandrinho e Varejão, que vai ser cercada de nomes como Augusto Lima, Vitor Benite, Léo Meindl e deverá ter os jogadores da NBA Cristiano Felício, Bruno Caboclo e Raulzinho, e Yago ou Didi completando o elenco. Nosso principais jogadores estão começando o declínio na carreira e os novos ainda não assumiram o protagonismo na seleção? Sim. Mas não é um grupo fraco, e com finalmente tempo para treinar, Aleksandar Petrovic terá sua chance de mostrar a que veio.

Se ele conseguir montar um ataque organizado, uma defesa firme e o principal, evitar os longos apagões que a seleção costuma ter em quase todas as partidas - o que não pode acontecer de jeito algum em uma competição de tiro curto como essa Copa do Mundo - , poderemos jogar de igual para igual para Montenegro e enfim, ir para segunda fase. Daí, eu não sei se passa, pois enfrentar e vencer Estados Unidos e Turquia será uma tarefa hercúlea demais para esse time. Só vai restar torcer para outras seleções das Américas se deem mal - Canadá, cof cof - para quem sabe conseguir o milagre da vaga olímpica.

Agora resta saber se eu vou dizer  'eu avisei' ou vou ouvir um 'chupa' ao fim da primeira fase. O que será que vai ser?


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