Brasil terá 15 atletas para disputar 11 pódios no caratê nos Jogos Pan-Americanos, em Lima


A Seleção Brasileira de Caratê está definida para os Jogos Pan-Americanos de Lima, no Peru. Com a seletiva realizada no Panamá nesta quarta-feira (20.03) que reuniu 188 competidores de 25 países, o país fechou o grupo final em 15 atletas. Serão oito no kata (modalidade de apresentação) e sete no kumite, de lutas. 

Ao todo, o elenco disputará 11 medalhas. Quatro no kata (equipes e individual masculino e feminino) e sete no kumite. 

Os principais destaques do país na modalidade confirmaram presença com a classificação de Douglas Brose, na categoria -60kg. Brose tem no currículo dois ouros, uma prata e um bronze em campeonatos mundiais. Vai para a quarta participação em Jogos Pan-Americanos. Foi bronze no Rio (2007) e em Guadalajara (2011) e conquistou o título na última edição do evento, disputada em Toronto, no Canadá, em 2015. A vaga para Lima veio após duas lutas no Panamá, contra o canadense Amir Khaleghpanh e o salvadorenho Alejandro Jurado. 

"Estou feliz pela vaga, mas consciente de que quero o ouro em Lima. Esse jogos terão um diferencial pela questão olímpica. Acredito que terá mais mídia em torno do caratê e uma atmosfera diferente, mas gosto de ter em mente de que não passa de um Campeonato Pan-Americano, mas não criar um bicho-papão", afirmou o atleta de 33 anos, natural de Cruz Alta, no Rio Grande do Sul.

De fato, o megaevento peruano, de 26 de julho a 11 de agosto, terá sabor de aperitivo inédito para a modalidade. O caratê fará a estreia no programa olímpico em Tóquio, 2020. Assim, a experiência continental de vila de atletas, o convívio com dezenas de delegações, a reunião de modalidades diversas e o uniforme do Time Brasil poderão ser vistos pelos caratecas como "versão enxuta" do que poderão encontrar no Japão.

Antes de Douglas Brose, outros atletas de referência internacional do país já haviam selado a classificação para Lima nos Jogos Sul-Americanos de Cochabamba, na Bolívia, em 2018. São os casos de Valéria Kumizaki (-55kg), vice-campeã mundial em 2016 e medalhista de ouro na Bolívia, além de Vinicius Figueira (-67kg), vice-campeão mundial em 2018, atual número dois do ranking mundial de sua categoria e medalhista de prata em Cochabamba.

O elenco também vai contar com a juventude de Jéssica Linhares, de 21 anos, que vem em uma temporada 2019 promissora. No fim de janeiro, foi o destaque da delegação nacional na primeira das sete etapas do ano da Premier League, disputada em Paris, na França. Na ocasião, Jéssica chegou ao torneio como a número 55 do ranking mundial da categoria -50kg, teve uma campanha de cinco vitórias e apenas uma derrota, para a japonesa Miho Miyahara, número um do mundo e atual campeã mundial. Na seletiva do Panamá, venceu as duas lutas que fez, contra a cubana Dayana Prada (4 x 0) e sobre a nicaraguense Ana Mendez (2 x 0). 

"Fiquei muito feliz com minhas lutas, principalmente porque não conhecia as adversárias. Consegui encaixar bem o que estava treinando. Eu esperava bons resultados, porque estou treinando e trabalhando muito, mas quando percebo as coisas que já surgiram este ano, parece que dá um choque bom de realidade. É um sonho", disse a atleta paulistana, que vive em Praia Grande (SP) e atualmente ocupa a 33ª posição no ranking mundial. 

"Vamos com um time forte para o Pan. Um time de atletas experientes, como Douglas, Valéria e o próprio Vinicius, que, apesar de estrear em um Pan, tem muita experiência no cenário internacional e já é conhecido pela arbitragem. A Jéssica, mesmo sendo menos experiente, tem tido bons resultados e traz seu peso para a nossa equipe", afirmou Diego Spigolon, técnico da seleção brasileira.

Em recuperação
Do grupo classificado, o único "asterisco" é Hernani Veríssimo. Medalhista de prata nos Jogos Sul-Americanos de Cochabamba, o atleta da categoria -75kg sofreu lesão no ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo na "Series A" de Santiago, no Chile, em setembro de 2018. Precisou passar por uma cirurgia e está na fase final do processo de reabilitação. 

"Já voltei aos tatames para treinos físicos, de potência e sigo com a fisioterapia três vezes por semana. Este mês ainda não posso competir. A minha fisioterapeuta preferiu segurar um pouco mais. Não tem por que voltar tão rápido se o objetivo é o Pan de Lima e Tóquio. Já conheço os adversários que terei em Lima. Tive possibilidade de ganhar de quase todos", afirmou o atleta. 

Desde agosto de 2018, Hernani, Valéria Kumizaki, Vinicius Figueira e Douglas Brose são integrantes da categoria pódio, a principal do programa Bolsa Atleta, da Secretaria Especial do Esporte do Ministério da Cidadania. Um investimento total previsto de R$ 636 mil em 12 meses.

Ausências
Com o fim do processo seletivo para Lima 2019, o Brasil acabou ficando sem representantes em três categorias, todas entre as mais pesadas. No Panamá, Marcelo dos Santos perdeu na semifinal da categoria +84kg para Franklin Mina, do Equador. Kaique Rodrigues perdeu na estreia para o chileno Jorge Acevedo na -84kg. E Isabela Rodrigues caiu na semifinal diante da americana Cirrus Lingl na categoria +68kg.

"Infelizmente não iremos com equipe completa. O Marcelo e a Isabela perderam na última luta antes da classificação. O Kaique, infelizmente, ficou na estreia. Tivemos um resultado muito positivo em Toronto, em 2015, com três ouros e dois bronzes. Esperamos repetir ou até melhorar esse feito. A meta é alta, mas possível. Vamos trabalhar forte para isso", disse Spigolon.

Abaixo segue a equipe brasileira para os Jogos Pan-Americanos:

FEMININO
Kata
Individual: Nicole Mota
Equipe: Sabrina Zefino, Carolaini Zefino e Izabel Vieira


Kumite
-50kg: Jéssica Linhares
-55kg: Valéria Kumizaki
-61kg: Érica Santos
-68kg: Gabrielle Sepe



MASCULINO
Kata
Individual: Williames Souza
Equipe: Guilherme Augusto da Silva, Lucas Silva e Victor Yonamine


Kumite
-60kg: Douglas Brose
-67kg: Vinicius Figueira
-75kg: Hernani Veríssimo

Com informações e Foto de: Rede do Esporte

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