Após denúncias de suborno, presidente do Comitê Olímpico do Japão anuncia que vai deixar o cargo


O presidente do Comitê Olímpico do Japão, Tsunekazu Takeda, anunciou nesta terça-feira (19) que está renunciando ao cargo.

As denúncias surgiram em janeiro deste ano. De acordo com o jornal francês Le Monde, Takeda foi indiciado pela policia da França por corrupção e suposta compra de votos para que Tóquio vencesse a candidatura para receber os Jogos de 2020.

Takeda, de 71 anos, foi indiciado ainda em dezembro pelo procurador da Fazenda da França. Em 2016, os franceses investigaram o pagamento de 2 milhões dólares a uma empresa de consultoria chamada Black Tidings durante a candidatura de Tóquio para os Jogos de 2020, a qual a capital japonesa venceu.

A Black Tidings pertence a  Ian Tan Tong Hon, que é amigo de Papa Massata Diack, filho do senegalês Lamine Diack, ex-presidente da Federação Internacional de Atletismo (IAAF), que teve de sair do cargo após acusações de receber dinheiro para proteger o doping da Rússia.

O dirigente japonês disse que: "É muito apropriado deixar o comitê olímpico para as jovens lideranças a medida que aguardados os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2020 e deixá-los abrir uma nova era."

"Não fiz nada de errado e irei provar a minha inocência."

O Comitê Olímpico Internacional se manifestou sobre a renuncia de Takeda e disse que encara a decisão com grande respeito e que ainda prevalece a presunção de inocência do japonês,

Foto: Getty Images

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