Novatos brasileiros dos esportes na neve conquistam resultados históricos pelo mundo

O último final de semana (2 e 3 de fevereiro) foi repleto de conquistas para o esporte na neve do Brasil. Participando de diferentes competições ao redor do hemisfério norte, atletas brasileiros garantiram colocações expressivas em distintas modalidades. 

No Biatlo, Matheus Vasconcellos garantiu o melhor resultado brasileiro júnior da história da modalidade durante o Campeonato Mundial Júnior e Juvenil, que ocorreu de 26 de janeiro a 3 de fevereiro em Osrblie, na Eslováquia. 

Competindo na categoria U19 (menores de 19 anos), o atleta conseguiu se classificar para as finais, ficando entre a primeira metade dos competidores. Vale ressaltar que ele acertou 17 dos 20 tiros, uma marca bastante relevante. 

Para entender a relevância da colocação, Vasconcellos garantiu ao Brasil uma posição na frente de diferentes potências do esporte na neve, como Áustria e Finlândia. 

O Snowboard também chamou atenção nos últimos dias. Augustinho Teixeira, atual campeão brasileiro de Big Air, participou, no Canadá, de uma prova FIS da disciplina Halfpipe. Além de contar pontos no ranking mundial, a competição também valia como Campeonato Brasileiro na disciplina. Teixeira não apenas garantiu mais um título brasileiro, como ficou em 4º lugar na sua categoria de idade (ele tem apenas 14 anos) e no Top-20 geral da competição. 

Outra modalidade na qual o Brasil se destacou foi o Esqui Cross Country. O Troféu Pinocchio, tradicional competição infantil da modalidade, ocorre anualmente na Itália. Cláudio Gustavo Oliveira, 14 anos, conquistou duas medalhas de bronze nas provas em que disputou (Sprint e 7.5km). 

As promessas do esporte na neve 
O principal ponto de atenção dos resultados históricos do Brasil nos últimos dias, é que eles pertencem a jovens promessas do esporte na neve – são todos atletas da categoria de base que já trazem boas expectativas para o cenário esportivo brasileiro. 

Vasconcellos, por exemplo, tem apenas 18 anos e é nome para acompanhar para os Jogos de Inverno de 2022. Já Augustinho Teixeira, com 14 anos, ainda está em seu primeiro ano competindo provas FIS (só é possível participar a partir dos 13) e os resultados são muito relevantes. Cláudio Gustavo, atleta do programa de desenvolvimento do Ski Cross Country da CBDN, mostra que o treinamento no asfalto, a partir do rollerski (uma espécie de ski com rodinhas) pode garantir, sim, um alto nível competitivo das equipes brasileiras. 

O superintendente técnico e CEO da CBDN – Confederação Brasileira de Desportos na Neve, Pedro Cavazzoni, destaca a importância dos programas de desenvolvimento esportivos elaborados pela instituição. 

"Os ótimos resultados conquistados pelos jovens atletas brasileiros de neve mostram que nosso planejamento está correto e que com o tempo consolidaremos cada vez mais os programas que estamos desenvolvendo e os resultados nos mais importantes eventos internacionais de ski e snowboard", conclui. 

Foto: Divulgação



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