Rússia planeja ficar no Top-3 nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020

A Rússia estabelece um grande desafio aos seus atletas: terminar entre os três primeiros no quadro de medalhas nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, conforme afirmou o ministro de Esportes do país, Pavel Kolobkov.

Nas Olimpíadas Rio 2016, a Rússia terminou em quarto lugar com 19 ouros, 17 pratas e 20 bronzes, mesmo após o escândalo de doping no atletismo, que retirou diversos atletas da competição.

Mas Kolobkov insiste que o país está procurando melhorar ao menos uma posição em Tóquio 2020: "A equipe nacional está se preparando para as Olimpíadas de 2020, de acordo com o cronograma", disse Kolobkov à agência de notícias estatal russa TASS. "Não temos dúvidas de que eles estarão bem preparados, realizarão as tarefas definidas e terminarão entre os três primeiros. Nós vemos o potencial, que é necessário para cumprir essa missão".

O presidente do Comitê Olímpico Internacional, Thomas Bach, sinalizou recentemente que a Rússia não será banida de Tóquio 2020, mesmo se a suspensão for imposta à Agência Antidoping Russa (RUSADA), já que o país "cumpriu sua sanção" depois de competir de forma neutra. em Pyeongchang 2018. 

O acesso ao Laboratório de Moscou antes de 31 de dezembro foi uma condição compulsória estabelecida quando o Comitê Executivo da Agência Mundial Antidoping (WADA) impôs a suspensão da RUSADA em 20 de setembro.

O prazo foi perdido, levando a pedidos para que a RUSADA fosse suspensa novamente, o que havia sido especulado que poderia levar o Comitê Olímpico Russo a ser banido de Tóquio 2020.

Inicialmente, a RUSADA havia sido informada de que deveria entregar os dados do Sistema de Gerenciamento de Informações do Laboratório (LIMS) - que, acredita-se, ajudaria a WADA a capturar mais fraudes - antes de ser declarada em conformidade novamente.

A WADA então mudou seus próprios critérios em setembro, dizendo que a decisão acabaria com o "impasse". Defendendo a medida, o presidente da WADA, Sir Craig Reedie, disse que poderia "garantir 100%" de que os dados seriam recebidos, mas quando uma equipe de cinco pessoas viajou a Moscou para extraí-lo no mês passado, eles foram barrados pelas autoridades russas. 

Na última quarta-feira (9 de janeiro), uma equipe menor de três pessoas da WADA retornou a Moscou e, desta vez, foi autorizada a entrar no Laboratório de Moscou. Eles começaram o trabalho para extrair os dados do LIMS no dia seguinte.

Após as discussões na segunda-feira (14 de janeiro) e ontem, o Comitê de Revisão do Cumprimento da WADA recomendará agora uma decisão ao Comitê Executivo.

Foi anunciado no sábado (12 de janeiro), no entanto, que este órgão realizará uma teleconferência para discutir seu próximo passo até 22 de janeiro, uma semana depois.

Foto: Divulgação


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