Comissão de Ética do COI recebe pedido para investigar o presidente do Comitê Olímpico da Mongólia


A executiva-chefe do Movimento Save Olympism, Batardene Chimeddori, escreveu uma carta para Ban Ki-moon, presidente da Comissão de Ética do Comitê Olímpico Internacional (COI), pedindo a ele que investigasse o presidente do Comitê Olímpico Nacional (MNOC) do país, Zagdsuren Demchigjav.

Na carta, Batardene Chimeddori alegou que Demchigjav mancha a reputação do Movimento Olímpico na Mongólia e por isso deve ser removido.

"Estamos escrevendo para reclamar da violação do Artigo B.2 do Código de Ética do COI do lado do Sr. Zagdsuren Demchigjav", disse Chimeddorj em sua carta ao ex-secretário-geral das Nações Unidas. "O Sr. Zagdsuren mancha a reputação do Movimento Olímpico na Mongólia nos últimos quatro anos desde sua condenação em 2014".

De acordo com Chimeddorj, Demchigjav foi condenado a três anos de prisão em 2014 por peculato. Ele recebeu uma anistia dos tribunais e, portanto, só cumpriu 30 dias atrás das grades.

"Nós repetidamente exigimos que ele renunciasse do posto do Presidente do Comitê Olímpico da Mongólia durante os últimos quatro anos, infelizmente [nós] ainda não conseguimos", acrescentou Chimeddorj na carta.

Demchigjav foi reeleito presidente em 2017 e agora está cumprindo seu quinto mandato de quatro anos.

Chimeddorj diz que o Movimento exigiu que seu nome seja retirado da votação, mas fracassou, dizendo que Demchigjav foi eleito apesar de seu histórico criminal.

"Consideramos que Zagdsuren está manchando a reputação do Movimento Olímpico por seu nome e pelas atividades corruptas", acrescentou. "Pedimos que você abra oficialmente uma investigação sobre este caso."

Foto: Getty Images


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