Nova Geração do Atletismo (última parte): Celliphine Chespol - 3000 metros com obstáculos

A IAAF tem promovido uma série selecionando atletas que prometem ser grandes estrelas no futuro, de olho, principalmente, no Mundial de Atletismo em Doha (2019) e na Olimpíada de Tóquio (2020). A queniana Celliphine Chespol, com justiça, fecha a série de jovens que prometem figurar entre os melhores atletas em suas categorias nos próximos anos. 

Celliphine Chespol tem, hoje, 19 anos e é bem conhecida. Pouco se sabia sobre ela, porém, quando com apenas 16 anos participou do Campeonato Mundial Sub/18 da IAAF, em Cali/2015. De fato, ela não era apontada como uma das favoritas para medalha de ouro, até porque ficou em segundo lugar nas seletivas quenianas, oito segundos atrás da companheira de equipe Sandra Tuei .

Contudo, contrariando todos os prognósticos, ela atingiu um grande feito, ganhando confortavelmente a disputa no mundial de base com o tempo de  6:17.15.

No Campeonato Mundial Sub/20, em Bydgoszcz/2016, Chespol novamente voou. A atual campeã mundial de sub/18, como também tinha um recorde pessoal de 9:24.73 na Diamond League em Xangai e o melhor tempo do mundo naquele ano por um atleta sub/20, ganhou em Bydgoszcz com uma margem de nove segundos, registrando um recorde de 9:25.15.

Antes de se concentrar para temporada de pista em 2017, Chespol começou o ano com uma breve campanha em seu país e ganhou uma medalha de bronze na disputa entre as mulheres sub/20 no Campeonato Mundial de Cross-country da IAAF em Kampala 2017.

Seis semanas depois, abriu com um recorde mundial sub20, com o tempo de 9:05.70, a Diamond League, em Doha. Mais estaria por vir, quando ela baixou seu recorde recém feito em sete segundos, na Diamond League, em Eugene.

Apesar de ter que parar rapidamente para consertar a sapatilha, que estava caindo, a queniana cruzou a linha de chegada com 8:58.78 para se tornar apenas a terceira mulher na história, até aquele momento, a quebrar a barreira dos nove minutos. Ela ficou em segundo lugar no ranking mundial de todos os tempos e se consolidou como primeiro na lista das melhores sub/20 de todos os tempos..

Uma vitória nas seletivas quenianas garantiu o lugar de Chespol na equipe nacional para o Campeonato Mundial da IAAF em Londres 2017. Depois de ganhar a sua eliminatória, terminou um respeitável sexto na final com 9:15.04.

A jovem mais uma vez se concentrou no cross country no início de 2018 e conquistou a medalha de ouro na corrida feminina adulta, no Campeonato Africano Cross Country em Chlef.

Embora ela não tenha melhorado seu recorde pessoal 2018, Chespol melhorou sua consistência e terminou entre as duas melhores em todas as corridas, à exceção de duas. Conquistou prata nos Jogos da Commonwealth, terminou em segundo no Campeonato queniano e no Campeonato Africano adulto. Ela também defendeu com sucesso seu título no Campeonato Mundial Sub/20, em Tampere, abaixando em 13 segundos seu próprio recorde de dois anos atrás, vencendo com o tempo de 9:12.78.

A Chespol terminou o ano conquistando a vitória na prestigiosa Manchester Road Race, em Connecticut, no que foi sua estreia nas corridas de rua.

Três superfícies diferentes, três vitórias significativas. Chespol não é apenas um fantástico atleta na corrida com obstáculo, mas transita bem em todos os terrenos.

Foto: Divulgação


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