"Estocolmo 2026 será difícil de derrotar", diz chefe do comitê italiano sobre Jogos de Inverno

O chefe do Comitê Olímpico da Itália (CONI), Giovanni Malago, disse que será difícil derrotar a candidatura da Suécia para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Inverno em 2026 caso as duas cidades cheguem as eleições, que acontecerá em julho de 2019.

A Itália tenta os jogos com uma oferta conjunta entre Milão e Cortina d'Ampezzo. A candidatura, junta com a Suécia, são as únicas restantes entre os sete iniciais. Cinco países saírem cedo da competição pela sede.

Durante o 265º Conselho Nacional do CONI, que aconteceu em Roma, Malago admitiu a dificuldade que terão em conseguir ganhar os jogos.

"Nossa equipe é muito forte, mas a Suécia é um país de grande tradição e nunca recebeu as Olimpíadas de Inverno", disse. "Eu não sei qual é a situação em Estocolmo, temos as peculiaridades do nosso país, mas Estocolmo tem um comitê organizador muito forte", acrescentou.

Malago afirmou que a posição da Itália junto ao Comitê Olímpico Internacional (COI) é sólida, onde ele próprio foi eleito membro em outubro e cinco outros italianos atualmente fazem parte, mas que o lobby da Suécia é muito poderoso, com três membros atuando no COI, incluindo a influente integrante do Conselho Executivo, Gunilla Lindberg.

Ambas as candidaturas enfrentam resistência política em seus país por conta dos Jogos, o que poderia mantê-las longe da votação final, que acontecerá na Lausanne, na Suíça.

O Comitê Olímpico Sueco prometeu uma Olimpíada financiada por órgãos privados, sem dinheiro do contribuinte, mas um governo de coalizão de Estocolmo rejeitou uma campanha de candidatura, e o governo nacional ainda não se formou após recentes eleições.

O governo italiano disse que irá apoiar a candidatura do CONI, mas não contribuirá financeiramente com os Jogos, após o colapso do conceito original de três cidades e a sedução dos Jogos de 2006, em Turim. A oferta Milão-Cortina dependeria de financiamento das regiões que representam as duas cidades. Mas as garantias completas ainda não estão em vigor.

A região italiana de Lombardia aprovou provisoriamente a liberação de fundos em apoio à candidatura de Milão. Estima-se que 217,5 milhões de euros sejam necessários para a região, dos quais 10% viriam de uma emenda proposta que precisará ser assinada pelo presidente da Comissão de Cultura e Esporte, Curzio Trezzani.

Trezzani disse que "a participação nas Olimpíadas representa uma extraordinária oportunidade para o desenvolvimento e promoção dos territórios envolvidos e para o aprimoramento do setor comercial, turístico e cultural, coisas preciosas de Lombardia".

Malago está otimista e cauteloso com sua colaboração com o governo, ele se reuniu com autoridades eleitas quatro vezes e disse que foram conversas abertas, respeitosas e construtivas, mas contínuas e cheias de complexidades.

No início do mês, o presidente do COI, Thomas Bach, parecia mais confiante em garantias quando falou após uma reunião do Conselho Executivo. "No caso da Suécia, há indicações de que o orçamento será financiado pelo setor privado e as garantias necessárias serão entregues. Para Milão e Cortina, as declarações das duas províncias estão lá para garantir a entrega. Esta garantia não pode ser mais comparada com a garantia que o COI vem solicitando", explicou Bach.

No mês passado, a cidade de Calgary, no Canadá, abandonou a disputa depois de ser derrotada em um plebiscito em toda a cidade. A cidade de Valais Canton, na Suíça, e as ofertas de Graz, na Áustria, e Sapporo, no Japão, também desistiram. Uma oferta de Erzurum, na Turquia, foi rejeitada quando o COI a considerou muito custosa.

Na semana passada, o Comitê Olímpico dos Estados Unidos (USOC) escolheu o anfitrião Salt Lake City, anfitriã de 2002, para liderar uma futura candidatura para os oficiais dos EUA para 2030 ou mais, mas a corrida para levar uma candidatura antes do cronograma de licitação do COI levou observadores a acreditar que a cidade, capital de Utah, poderia se candidatar para 2026, caso Itália e Suécia não conseguissem gerar apoio necessário em suas candidaturas.


Foto: CONI Photo

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