Ciclista acusa federação britânica de controle extremo sobre os atletas

A ciclista Jess Varnish disse em depoimento a um tribunal do trabalho que o Federação de Ciclismo da Grã-Bretanha (British Cycling) costuma exercer um controle extremo sobre seus atletas. A declaração foi dada na quarta-feira (11), no primeiro dia da audiência preliminar da atleta, que tenta processar o órgão por demissão injusta e discriminação sexual.

Varnish foi dispensada da equipe britânica em 2016, antes dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Ela afirma ter sido vítima de intimidação e ofensas sexistas do diretor técnico da equipe, Shane Sutton, que renunciou ainda no ano de 2016 após ser considerado culpado em uma investigação independente.

Em depoimento, Varnish também disse que certos aspectos do programa da Brith Cycling, ao qual ingressou aos 15 anos, mostravam exemplos de controle extremo sobre a vida dos ciclistas. Ela citou os exames de sangue regulares, controle do uso de mídias sociais e também de treinadores que "escutavam pela porta do hotel para ver se você estava acordado" em campos de treinamento.

A federação britânica afirma que Varnish, de 28 anos, foi dispensada da equipe por questões técnicas, mas a ciclista diz que ela era como uma funcionária do órgão esportivo e da UK Sport, agência do governo que financia o esporte britânico, e que possuía direitos básicos como qualquer trabalhador.

Os advogados da British Cycling afirmam que os contratos anuais de financiamento não mudaram entre 2005 e 2016 e que atletas como Varnish sabiam dos termos e condições, acrescentando que a posição da atleta na equipe era como de um freelancer.

A audiência do caso deve continuar até 17 de dezembro. As testemunhas a favor de Varnish, são seu parceiro e ex-piloto do time de BMX da Grã-Bretanha, Liam Phillips, seu agente James Harper e o ex-ciclista britânico Richard Freeman.


Foto: Alex Broadway/SWPix.com

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