Rafaela Silva é ouro na etapa de Cancun do Grand Prix de Judô; Chibana é bronze

A campeã olímpica Rafaela Silva voltou ao lugar mais alto do pódio no Circuito Mundial de Judô. Nesta sexta-feira, 12, a brasileira derrotou por ippon a canadense Jessica Klimkait, sua algoz na primeira rodada do Mundial de Baku há duas semanas, e conquistou o título do Grand Prix de Cancun, no México, somando 700 pontos no ranking mundial. O Brasil ainda teve um bronze com Charles Chibana (66kg) e dois quintos lugares com Daniel Cargnin (66kg) e Sarah Menezes (48kg).

Retornando às competições internacionais depois de ficar fora do pódio no Campeonato Mundial, Rafaela abriu caminho rumo ao ouro com vitória por um waza-ari sobre a belga Mina Libeer. Em seguida, passou pela alemã Sappho Coban com um waza-ari e o ippon.

Nas quartas, Rafaela reencontrou Miryam Roper, que hoje defende o Panamá, mas lutava pela Alemanha, e venceu a adversária pela 11ª vez na carreira para ir à semifinal do Grand Prix.

Nessa fase, Rafaela dominou a atual vice-campeã mundial, Nekoda Smythe-Davis, da Grã-Bretanha, e, pontuou com um waza-ari para chegar à grande decisão.

Com nova estratégia, a brasileira apostou nos contra-golpes para projetar Klimkait duas vezes, marcar dois waza-ari (ippon) e comemorar seu segundo ouro na temporada 2018. Neste ano, ela foi campeã também do Grand Prix de Budapeste.

"No Mundial eu perdi para ela (Klimkait) e tive que treinar uma estratégia de luta diferente. Era manter o foco a luta toda, os quatro minutos e, quando ela se jogasse na minha frente, eu iria chacoalhar e colocar a perna, entrar o-uchi-gari, uchi-mata, o que fosse. Estou muito feliz de ver que em duas semanas consegui evoluir e mudar o resultado de duas semanas atrás. Agora é continuar trabalhando", explicou Rafaela ao sair do tatame.

A outra medalha do Brasil neste primeiro dia em Cancún veio com o meio-leve Charles Chibana, que derrotou Matej Poliak, da Eslováquia, por ippon na disputa pelo bronze.

"Estou muito feliz com o resultado. Voltar ao pódio é muito gratificante. O ponto mais forte que eu senti ali na competição foi a garra, a vontade de ganhar e subir ao pódio acho que fez com que eu conquistasse essa medalha", avaliou Chibana. Ele venceu Nathon Burns, da Irlanda, e Manuel Sheibl, da Alemanha, nas preliminares, e só caiu na semifinal para o russo Mikhail Puliaev.

Na mesma categoria, Daniel Cargnin também disputou o bronze, mas sofreu um waza-ari no golden score em combate com o italiano Elios Manzi e ficou com o quinto lugar. Antes disso, Cargnin havia vencido Matteo Piras, da Itália, e João Crisostomo, de Portugal, caindo na semifinal para Aram Grigoryan, da Rússia, que ficou com o ouro.

A campeã olímpica Sarah Menezes (48kg) também terminou em quinto lugar. Na disputa pelo bronze ela vencia Milica Nikolic nas punições (2-1), mas acabou sendo imobilizada pela sérvia até o ippon. Nas preliminares, Sarah bateu Alexandra Pop, da Romênia, e Anne Sophi Jura, da Bélgica. Nas quartas, perdeu por um waza-ari para a atual campeã olímpica, Paula Pareto, da Argentina, mas recuperou-se com ippon na repescagem em combate que durou 13 minutos com a israelense Shira Rishony. 

Outros quatros brasileiros também lutaram nesta sexta no México, mas pararam nas preliminares. Felipe Kitadai (60kg), Gabriela Chiban (48kg), Jéssica Pereira (52kg) e Tamires Crude (57kg) ficaram nas oitavas-de-final do Grand Prix.

A competição continua neste final de semana com mais brasileiros no tatame. No sábado, 13, lutarão os atletas dos pesos 63kg, 70kg, 73kg e 81kg. No domingo, 14, as disputas se encerram com as categorias 78kg, +78kg, 90kg, 100kg e +100 no tatame do Poliforum Benito Juarez.

Foto: CBJ


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