Surto Opina: O Fenômeno Isaquias

Por Marcos Antônio 

Na semana retrasada foi disputado o mundial de canoagem de velocidade em Portugal e nele brilhou a estrela de Isaquias Queiroz. Ele conquistou três medalhas na competição: Ouro no C1 500m e C2 500m (Ao lado de Erlon Silva) e bronze no C1-1000m - prova olímpica. Isaquias, que tem três medalhas olímpicas, duas de prata e uma de bronze, todas conquistadas na Rio 2016, agora tem dez medalhas ganhas em mundiais. E tudo isso aos 24 anos.

Isaquias é um fenômeno da canoagem. Desde adolescente treinado pelo excelente técnico espanhol Jesus Morlán – a quem Isaquias Queiroz considera como pai – o baiano de Ubaitaba evoluiu absurdamente e logo começou a disputar entre os melhores do mundo na canoa. Nas olimpíadas do Rio 2016 foi assim, sendo superado apenas pelo seu ‘rival’ o alemão Sebastian Brendel, principal nome da modalidade há tempos e que continua no seu ‘reinado’ na canoagem.

Mas Sebastian – que Isaquias admira tanto que batizou o seu filho com o nome do seu rival – Está com 30 anos e se ele ainda domina as provas de canoa é muito provável que em Tóquio ele já tenha passado do seu auge físico e técnico, comece um declínio natural na modalidade, que exige muito do físico do atleta e Isaquias terá sua grande chance de dominar o esporte. Talento, velocidade, muita força física e (principalmente) carisma não lhe faltam finalmente vencer o imbatível Brendel.O que deverá ser o grande rival de Isaquias em Tóquio é o tcheco Martin Fuksa, de 25 anos e que deverá estar no auge assim como o baiano.

Mas se na Rio 2016 ele conquistou três medalhas, infelizmente em Tóquio o número deverá ser menor, pois uma de suas provas, o C1-500m, foi retirada do programa olímpico e com isso, o máximo que ele pode conquistar será duas medalhas, no C1-1000 e no C2-1000, ao lado de Erlon Silva. Como disse acima, ele é um fenômeno que sempre surge por golpe de sorte em algum esporte brasileiro e não há dúvidas que ele tem o potencial necessário paras se tornar o maior medalhista olímpico da história brasileira. Afinal, Isaquias pode muito chegar nas olimpíadas de Paris em 2024, no auge e assim esperamos, consagrado como o excepcional atleta que é.


Publicado originalmente no pop bola esporte clube
foto: Rodolfo vilela/rededoesporte.gov.br

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