Filme sobre a vida do ex-pugilista Eder Jofre estreia nos cinemas brasileiros

Estreia nessa quinta feira (27) '10 segundos para vencer', filme que conta a vida do ex-pugilista Eder Jofre, considerado um dos maiores atletas brasileiros da história. O ator Daniel de Oliveira faz o papel do pugilista e Osmar Prado, o papel de seu pai, Kid Jofre. A película ganhou dois prêmios no Festival de Gramado: de melhor ator para Osmar Prado e melhor ator coadjuvante para Ricardo Gelli.

A obra gravita em torno da relação entre Jofre (interpretado por Daniel de Oliveira) e seu pai, Kid Jofre (Osmar Prado), e os embates que travam entre quais os limite entre a dedicação ao esporte, família e pretensões pessoais. Argentino de nascimento e ex-boxeador, José Aristides "Kid" Jofre veio para o Brasil para cuidar da academia do irmão e estabeleceu-se em São Paulo. Casou-se com Angelina e teve quatro filhos, entre os quais Éder (os outros eram Lucrécia, Dogalberto e Mauro).

O clã viveu a infância de Éder na região do Peruche, bairro da capital paulista, onde Kid passou a tocar sua academia atrás de um pugilista bom o suficiente para tirá-los da miséria. Sua principal aposta, Antonio Zumbano, o Zumbanão (feito pelo ator Ricardo Gelli), irmão de Angelina e que representou o Brasil nas olimpíadas de Londres em 1948 ficando nas quartas de final, era um talento com a pegada forte e comprometimento nulo, que aos poucos desperdiça todas as chances de alcançar o estrelato profissional.

Daí surge o filho de Kid, Eder, que ele começa a lutar por influência do pai e para ajudar financeiramente a família. Dono de um compromisso inversamente proporcional ao de Zumbanão, encara treinos duríssimos - a ponto de ser levado pelo pai a um presídio para brigar com presos -, sacrifica-se para perder peso antes das lutas e não abre mão de tentar ser o melhor, mesmo que para isso tenha desavenças com sua mulher, Cida. Logo, começa a acumular vitórias, destaque nacional e internacional - Jofre disputou as olimpíadas de 56 em Melbourne ficando nas quartas de final também - e se coloca em posição de disputar cinturões pelas principais entidades da modalidade em todo o mundo.

O resto é história. Nos anos seguintes, Éder tornou-se campeão mundial em duas categorias distintas (galo e penas), e isso depois de abandonar e voltar aos ringues. Somou 72 vitórias em 78 combates, dos quais 50 por nocaute, e sofreu apenas duas derrotas, ambas para o japonês Fighting Harada, por pontos. 

"Existe um esquecimento dos ídolos no país, isso é recorrente. Nós estamos em um país em que se queima museu. Estamos em um país sofrido mesmo. Então, a gente tem que trazer esses heróis, como o Éder, para a luz novamente. Ele foi bicampeão mundial de boxe, em duas categorias diferentes. É uma história dramática " afirmou Daniel de Oliveira, que representou Jofre no filme e fez treinos específicos durante um ano para se preparar.

Eder Jofre, que está com 82 anos e sofre com  encefalopatia traumática crônica, mal diagnosticado em 2015 e que lhe causa perda de memória e limitação de funções motoras, ficou bastante emocionado ao assistir o filme pela primeira vez: "Gostei bastante. A lembrança da minha família [emocionou]. Eu assisti direitinho. Vocês fizeram direitinho. Foi emocionante ver de novo a luta"  disse Éder.

foto: Divulgação
Com informações de globoesporte.com

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