CBHb rebate pedido de movimento 'atletas pelo handebol' e diz que estatuto já é moderno

No comando da Confederação Brasileira de Handebol desde o afastamento do presidente Manoel Luiz Oliveira por ordem judicial - acusado de irregularidades no uso de mais de R$ 21 milhões em dinheiro público -, Ricardinho Souza (até então vice) se posicionou nesta quarta-feira(29) sobre o Movimento Atletas pelo Handebol em entrevista ao site globoesporte.com. Segundo ele, o manifesto é legítimo, mas reivindica melhorias que já vêm sendo feitas pela CBHb. "Nosso estatudo ele já é moderno, um estatuto que já vem sendo adequado desde 2014"

Na terça-feira (28), os capitães das seleções brasileiras e campeões mundiais se uniram e divulgaram o manifesto de lançamento do movimento. Os atletas querem ter mais voz e representar os interesses dos jogadores brasileiros. Uma mudança estrutural é o primeiro pedido do grupo, que quer um novo estatuto para a CBHb, mais moderno e representativo, diminuindo o papel da presidência nas tomadas de decisões.

"A última atualização (do estatuto) foi ano passado, inclusive com a participação do presidente da comissão de atletas. Nós aprovamos o aumento do colégio eleitoral da categoria atleta. Passamos de um para nove atletas. Então hoje o colégio eleitoral da Confederação Brasileira de Handebol tem nove atletas para participar nas votações, nas eleições. E aumentamos também o número de clubes, saímos de um para cinco. E mantivemos o número de árbitro. Então nós temos um colégio eleitoral saindo de 27 federações para 42 participantes. As 27 federações, mais nove atletas, cinco clubes e o representante da comissão de árbitro. Então na questão democracia, o nosso estatuto já está bastante avançado com relação até a outras confederações e outras entidades esportivas" disse Ricardinho.

O presidente acrescentou ainda sobre as reivindicações: "Desconhecimento. A gente tem um momento muito delicado no país. E quando as coisas estão em evolução, muitas vezes não buscamos a informação. Mas a informação está lá. Nós temos um estatuto publicado em nosso site, nós temos um canal aberto diretamente com os atletas. E essa informação de atualização de estatuto foi passada inclusive um dia antes do dia do manifesto para os atletas. Então causa uma certa estranheza em ver um manifesto solicitando uma coisa que já vem sendo colocada em prática desde 2014"

Sobre diálogo, Ricardinho afirma que esse não é um problema da atual gestão. E que a Confederação já tem um canal aberto dos atletas.

"Nós estivemos no Sul-Americano e fizemos reunião com a seleção masculina, a seleção olímpica masculina, temos um canal aberto com os dois capitães, a Bárbara Arenhart, goleira da seleção feminina, e o Thiagus Petrus, armador da seleção masculina. Temos um canal aberto com os clubes, com os árbitros, e toda a comunidade do handebol. Todo movimento é legítimo, mas precisa também buscar as informações necessárias para poder reivindicar as coisas com coerência" disse.

O Movimento Atletas pelo Handebol cobra também uma renovação da diretoria da CBHb para recuperar a imagem da entidade. Assim, o grupo espera atrair novamente patrocinadores e investidores, garantindo a preparação das seleções brasileiras. A Confederação vive um rombo financeiro desde abril, quando o Banco do Brasil parou de patrocinar o handebol, deixando de colaborar com 75% do orçamento.

"Com relação a diretoria, nós já iniciamos um processo de demissão dos atuais funcionários que ficam na sede em Aracaju porque a sede estará vindo para São Bernardo do Campo, onde nós temos o Centro de Treinamento que é um legado olímpico. Então nós não podemos deixar um legado olímpico subutilizado como uma subsede. Estamos trabalhando na transição de funcionários e diretoria também" disse.

Ricardinho também comentou sobre a vaquinha do handebol de areia para disputar o Mundial desde ano e o cancelamento da participação no Mundial sub-18 feminino por falta de recursos.

"Infelizmente não mandamos a seleção feminina, mas se formos contar todos os eventos desse ano, apenas não conseguimos ir para o juvenil feminino, todos os outros que estavam planejados, nós conseguimos mandar a nossa delegação. O handebol de praia nós temos uma particularidade. Quando eu assumi de direito após o afastamento do professor Manuel, os representantes entraram em contato para confirmar a inscrição no momento, e a minha posição era de não confirmar em virtude da saída do Banco do Brasil que iria enviar o dinheiro para a nossa delegação. Assim, os representantes do 'beach' e a direção do 'beach' já estavam cientes de que não tínhamos dinheiro para o envio. Mas eles pediram que fosse confirmada a inscrição, que eles mesmos buscariam resultado e que já tinham alguns parceiros. De qualquer forma nós entramos juntos na linha de frente para conseguir novos parceiros, mas por não ser esporte olímpico, o próprio Comitê Olímpico Brasileiro não pode ajudar" disse.

Segundo Ricardinho, o Brasil deve comparecer entre 70 e 80 % dos eventos de 2019, e que a prioridade da Confederação a partir de agora é focar nas seleções olímpicas e em Tóquio 2020.

"Há risco (de cancelar alguma participação), porém já estamos preparando um planejamento econômico para 2019. Estaremos dia 21 de setembro com COB estudando e planejando e depois vamos finalizar em outubro. Então, todas as competições de seleções para 2019 já estão sendo pensadas dentro do orçamento que nós teremos. Vamos fazer todo o possível para que o envio da delegação não seja prejudicado" disse.


foto: Reprodução/instagram

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