Com equipe aberta, Brasil tenta recuperar ginastas de olho no Pan e no Mundial

Os principais ginastas do Brasil se reuniram no Centro de Treinamento do Time Brasil, no Rio de Janeiro, na última semana. Foi mais uma fase de preparação para os dois principais torneios do ano: o Campeonato Pan-Americano de Lima, em setembro, e o Mundial de Doha, em outubro. Aos poucos, a equipe verde-amarela ganha forma, mas a disputa está aberta, até porque lesões podem tirar alguns candidatos do páreo.

"A gente ainda não fechou a equipe, mas já tem alguns ginastas que são a base para a seleção. Um dos nossos objetivos é que a equipe que vamos levar para o Pan seja a mais próxima possível da que vamos levar para o Mundial. Se for possível levarmos a mesma equipe, seria melhor. Tudo faz parte do treinamento para o Mundial. Alguns atletas estão lesionados e não vai ser possível, mas a base da seleção será a mesma para o Pan e para o Mundial" disse Marcos Goto, coordenador da seleção brasileira de ginástica artística ao site 'globoesporte.com'

O Mundial de Doha vai ser o primeiro evento classificatório para a Olimpíada de Tóquio 2020. As três melhores equipes de cada gênero já se garantem nos Jogos. O top 24 no Catar tem o direito de tentar umas das nove vagas restantes em disputa no Mundial de 2019, em Stuttgart. Por ser a largada da corrida olímpica, o Brasil tenta deixar seus principais ginastas na melhor forma física.

Rebeca Andrade é a principal incógnita. A finalista olímpica lesionou o joelho à véspera do Mundial de 2017 e teve de passar por uma cirurgia. Ela ainda não competiu neste ano, mas tem mostrado grande evolução nos treinos. Bronze no solo da Rio 2016, Arthur Nory também passou por uma cirurgia no fim do ano passado, só que no ombro. Ele voltou às competições no mês passado, durante o Campeonato Brasileiro. Caio Souza (finalista no Mundial de 2017) e Francisco Barretto (finalista na Rio 2016) se recuperam de lesões menores.

"A Rebeca está se recuperando, já está voltando. Não está 100% mas já foi liberada para treinar quase tudo. O Nory também ainda não está 100%, o Caio teve uma luxação no dedo e está se recuperando agora. O Chico também sentiu uma lesão no joelho, mas já voltou a treinar. Até chegar no Pan, a gente tem alguns atletas na recuperação. Espero estar com todo mundo 100% para o Pan" disse Goto.

O caso mais difícil de recuperar em tempo para o Mundial é o de Fabiane Valentin. A promissora caloura sofre uma lesão no joelho esquerdo durante sua estreia na categoria adulta, em março:"Eu acho difícil para ela (Fabiane Valentin). Para o Pan não dá, para o Mundial talvez. Ela fez uma cirurgia de cruzado (ligamento cruzado anterior), não é tão simples assim. É uma cirurgia que demora de oito a nove meses para se recuperar" contou Goto.

O primeiro esboço da equipe brasileira foi nos Jogos Sul-Americanos de Cochabamba, no fim de maio. Entre os homens, representaram o Brasil Arthur Zanetti, Caio Souza, Francisco Barretto, Leonardo Souza, Luís Porto e Péricles Silva. O medalhista olímpico Arthur Nory também deve brigar por uma vaga no quinteto do Mundial. Finalista no Mundial de 2015 e reserva na Rio 2016, Lucas Bitencourt corre por fora.

Entre as mulheres, competiram no Sul-Americano Anna Júlia Reis, Carolyne Pedro, Flávia Saraiva, Jade Barbosa, Luiza Trautwein e Thaís Fidelis. Flavinha, Jade e Thaís no momento despontam como os pilares da equipe. Além de Rebeca, a atleta olímpica Lorrane dos Santos também está no páreo.

"Soltamos uma adaptação dos critérios (de convocação). A CBG já recebeu e enviou para todos os clubes. É uma adaptação dos índices antigos (de 2017). Não são mais aquelas notas, mas são critérios e notas mundiais. Nós montamos um ranking nacional interno. Baseados nesse ranking, nós sabemos como cada um está para montarmos a equipe" explicou Marcos Goto.

A equipe brasileira deve ganhar forma depois do Campeonato Brasileiro por aparelhos, que vai ser realizado em Santos, entre 15 e 18 de agosto.

Os irmãos Diego e Daniele Hypolito optaram por focar na classificação olímpica individual, uma nova forma de chegar à Olimpíada introduzida para Tóquio 2020. Eles vão buscar a vaga nas etapas da Copa do Mundo das temporadas 2018/19 e 2019/20. Para concorrer a esses postos, os ginastas não podem defender a equipe do Brasil em Mundiais.


Com informações de globoesporte.com
foto: CBG/Divulgação

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