Surto de olho na Rússia: Japão luta contra a maré


A seleção japonesa vai disputar sua sexta Copa do Mundo - todas seguidas. Desde 1998, o Japão se alterna entre ficar na fase de grupos ou chegar às oitavas de final. Mas dessa vez, o cenário não é animador, já que o futebol japonês praticamente regrediu, mas irão lutar para chegar ao mata-mata novamente.

O melhor resultado dos samurais azuis foi em 2002, quando foram os anfitriões ao lado da Coréia do Sul. Na estreia em Saitama, empataram com a Bélgica em 2x2 e conseguiram dois recordes na Copa: conquistaram o primeiro ponto na história e marcaram mais de dois gols em uma partida. A primeira vitória veio graças ao gol de Inamoto contra a Rússia pelo placar mínimo e a vaga veio em Osaka, onde venceram a Tunísia por 2x1.

Nas oitavas, enfrentaram a Turquia em Miyagi diante de muita chuva. Em escanteio aos doze minutos, Davala subiu mais alto que a zaga japonesa e marcou o único gol da partida, eliminando o Japão, uma das mais carismáticas daquele mundial.


Última Copa e Eliminatórias

No Brasil, o Japão não conseguiu vencer e foi eliminado cedo. Perderam de virada para a Costa do Marfim por 2x1 em Recife, mas ganharam sobrevida ao empatar em 0x0 com a Grécia em Natal. Na Arena Pantanal, em Cuiabá, o Japão foi massacrado pela Colômbia e foram eliminados ao perderem de 4x1.


Nas eliminatórias para a Copa do Mundo da Rússia começou sem sustos para o Japão. Venceram sete e empataram apenas uma partida, marcaram 27 gols e não sofreram nenhum, chegando até a próxima e derradeira fase.

Na terceira e última fase, o Japão quase disputou a repescagem e só não jogou por incompetência de Austrália e Arábia Saudita. Na estreia em casa, o Japão foi surpreendido e perdeu para o Emirados Árabes por 2x1. Na segunda rodada veio a arrancada do primeiro turno. Os triunfos contra a Tailândia por 2x0 e Iraque por 2x1 trouxeram paz aos japoneses. Nos confrontos diretos, empate em 1x1 contra a Austrália e vitória por 2x1 contra os árabes.


No segundo turno, os japoneses começaram vencendo o Emirados Árabes em Abu Dhabi por 2x0 e a Tailândia por goleada de 4x0. Empate contra o Iraque por 1x1 deixou a decisão para a penúltima rodada. A classificação veio ao baterem a Austrália por 2x0. Na última partida perderam para a Arábia Saudita por 1x0, resultado que classificou os dois de maneira direta para a Copa do Mundo. 

O Japão terminou a classificatória sendo o terceiro time que mais fez gols entre os 32 classificados, o maior vencedor ao lado da Austrália com 13 vitórias e o time que mais fez goleadas ao lado de Brasil e Alemanha, sendo sete ao todo.


Surto de olho no craque




No elenco que vai para o mundial da Rússia, os melhores desse time são Shinji Kagawa e Keisuke Honda, que ajudaram o Japão a se classificar para seu sexto torneio. Ambos foram os artilheiros dos samurais azuis nas eliminatórias.


O camisa dez japonês é talvez o melhor jogador do país desde Hidetoshi Nakata que se aposentou em 2006. Kagawa surgiu para o futebol no mesmo ano em que Nakata se aposentou. Foi revelado pelo Cerezo Osaka, onde ficou até 2010. Chamou a atenção do Borussia Dortmund e foi contratado, sendo um dos destaques do time no bicampeonato alemão. Saiu para o Manchester United em 2012 mas não obteve sucesso. Após dois anos, voltou a Dortmund para jogar pelos auri-negros novamente. 

Teve temporada regular, assim como o Borussia Dortmund. Fez 33 jogos, marcou apenas oito gols e deu três passes para gols. Nas eliminatórias fez seis gols. Ele joga como meia-central e armador, mas se for preciso joga como primeiro volante ou ponta esquerdo. Kagawa tem 29 anos e vai para sua terceira Copa do Mundo como jogador.


Importantíssimo na campanha do Japão na Copa da África em 2010, Keisuke Honda chega para seu terceiro mundial. O meia de 31 anos está jogando no Pachuca, do México e ainda é importante para sua seleção. Honda foi revelado no Nagoya Grampus em 2004 onde ficou até 2007, quando se transferiu para o VVV-Venlo da Holanda. Honda já conhece a Rússia. Foi contratado em 2009 pelo CSKA Moscow, e atingiu o auge da carreira, conquistando quatro títulos pelo clube russo. 

Foi jogar no Milan em 2014 mas não foi o que se esperava dele. Após três anos, surpreendeu ao escolher o futebol mexicano como seu destino. Honda fez pelo Pachuca 24 jogos e sete gols até o momento, mesmo número de gols feitos nas eliminatórias, que foram o suficiente para o deixar com a artilharia da seleção. O camisa quatro é meia-armador e joga também como ponta direita. Pode ajudar o Japão a passar da fase de grupos.

Time titular



Akira Nishino tem 63 anos e é o treinador do Japão para essa Copa do Mundo. Assumiu a seleção em abril, há apenas dois meses antes do mundial. Tem sete títulos na carreira, sendo o da Liga dos Campeões da Ásia de 2008 pelo Gamba Osaka o mais importante. Seu time titular deve ter: Higashiguchi, Endo, Ueda, Yoshida, Sakai; Shibasaki, Yamaguchi, Haraguchi, Kagawa, Inui e Okazaki.

Conclusão



O Japão é uma incógnita. O time tem bons jogadores, mas há outras forças no grupo H. Devem lutar por uma vaga entre os dezesseis melhores e não seria surpresa se não se classificassem. Não dá para esperar muita coisa dos samurais azuis nessa Copa do Mundo, embora irão lutar contra a maré em busca da vaga.




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