Jorge Zarif brilha novamente e ganha as Finais da Copa do Mundo de Vela, em Marselha

Mais um domingo e mais um show de Jorge Zarif nas águas da França. Com uma atuação brilhante neste dia 10, em Marselha, o brasileiro venceu a regata da medalha da classe Finn e conquistou o ouro na Final da Copa do Mundo de Vela. O velejador terminou com apenas 34 pontos perdidos e deixou para trás o segundo colocado, o neozelandês Josh Junior (51 p.p.). A performance decisiva foi muito semelhante à que lhe valeu o título da etapa francesa de Hyères da Copa do Mundo, no fim de abril.

“Foi muito bom. Em Hyères, a única regata que eu venci foi a da medalha. Aqui eu fiquei com o colete amarelo do líder por quatro ou cinco dias. É como se tivesse um alvo nas costas, com todo mundo mirando em você. Mas estou feliz por ter ganhado a regata e o campeonato”, afirmou Jorginho.

Também neste domingo, Fernanda Oliveira e Ana Barbachan disputariam a regata da medalha na classe 470 feminina, mas a prova foi cancelada por falta de boas condições de vento. As brasileiras, que sonhavam com o bronze, terminaram a competição em sexto lugar, com 63 pontos perdidos.

Assim como em Hyères, o brasileiro dominou a regata da medalha em Marselha. Montou todas as boias em primeiro lugar, apesar de um começo ruim na prova decisiva.

“Tive uma largada terrível. Honestamente, não fazia ideia do que seria melhor, direita ou esquerda, e fiquei no meio da flotilha. Então vi muito vento vindo pelo lado direito. Tentei ir por ali e deu certo. Desta vez tive sorte”, descreveu.

O ouro na França coroa uma temporada excelente para Jorge Zarif. O brasileiro foi campeão da Copa do Mundo de Hyères (França), ficou em 4º lugar na Copa do Mundo de Miami (EUA), foi 5º no Troféu Princesa Sofia e 7º no Campeonato Europeu, ambos na Espanha. A próxima parada será o Mundial de Classes Olímpicas, em Aarhus, na Dinamarca, a partir de 30 de julho. O evento será a primeira competição qualificatória de países para os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020.


“O objetivo no Mundial é classificar o Brasil. Vai ser muito difícil. São só oito vagas nessa primeira classificatória. Vou lutar para estar mais uma vez nos Jogos e, se vier uma medalha em Aarhus, melhor ainda”, disse Zarif.

Foto: Sailing Energy


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