Surto de olho na Rússia: Nigéria busca repetir feito de última copa


Em meados dos anos 80, o futebol nigeriano começou aparecer no mundo, mas seu ápice ocorreu em 1994 e 1996, com a vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo e a medalha de ouro no futebol nos Jogos Olímpicos de Atlanta, contra o Brasil. Estando na história por esses motivos, a Nigéria chega ao seu sexto mundial, buscando novamente o mata-mata.

Logo em sua estreia em mundiais, no mundial realizado nos Estados Unidos, a Nigéria teve o melhor desempenho entre as seleções africanas do torneio. No grupo onde Argentina, de Maradona e Bulgária de Stoichkov eram as favoritas, se classificar em primeiro foi uma grata surpresa.


Um 3x0 na Bulgária logo na partida inaugural elevou os ânimos. Perder para a Argentina foi considerado normal. Na última rodada, vencer a Grécia significava a classificação. Como bateram os gregos por 2x0 e os búlgaros venceram os argentinos, a primeira posição se confirmou pelo saldo de gols.

Parecia que a Nigéria continuaria surpreendendo nas oitavas de final, já que Amunike abriu o placar contra a Itália. Tomar o gol de Baggio faltando dois minutos para acabar a partida foi um duro golpe. Na prorrogação, o próprio Baggio marcou o gol da virada, eliminando os africanos.


Última Copa e Eliminatórias 

Em crise após ser eliminada na fase de grupos em 2010 sem nenhuma vitória, a Nigéria quase não disputou eliminatórias para a Copa do Mundo seguinte, devido a ideia de seu presidente Goodluck Jonathan, mas desistiu depois de ser convencido por dirigentes.

Anos depois, os soldados verdes chegaram ao mundial e conseguiram a classificação as oitavas de final, chegando na segunda colocação, devido a vitória contra a estreante Bósnia e Herzegovina, o empate contra Irã e derrota novamente contra a Argentina - a quarta nos quatro confrontos em Copas entre os dois. A derrota para a França por 2x0 na fase seguinte fez com que o tabu de não passar das oitavas fosse mantido.


Para chegar até a Rússia, os nigerianos não tiveram muitas dificuldades, conquistando a vaga de maneira invicta. No percurso, quatro vitórias e dois empates em seis jogos, marcando 12 gols e tomando apenas quatro.

Logo de cara, nas primeiras rodadas, venceram duas seleções que se faziam presentes nas duas últimas Copas: Goleada contra Camarões por 4x0 e Argélia por 3x1. Outras duas vitórias apertadas contra Zâmbia por 2x1 e 1x0 respectivamente marcaram a classificação dos soldados verdes para a Copa do Mundo.

Surto de olho no craque


Os dois destaques da águia são Moses e Obi Mikel. Além de jogarem juntos pela seleção, ambos já foram companheiros de clube, atuando pelo Chelsea. Os dois juntos ajudaram a Nigéria em 50% dos gols marcados pela seleção, seja marcando ou dando assistências. 


Victor Moses começou a carreira em 2007 no Crystal Palace, da Inglaterra, onde teve bom destaque. Depois de três anos, foi contratado pelo Wigan, permanecendo até 2012, quando chegou ao Chelsea.  Ficou por quatro anos emprestado e retornou ao clube londrino, onde foi presença constante no titulo do campeonato inglês de 2017.

Pela seleção, começou a ser convocado em 2012, após escolher a Nigéria para defender, embora fez toda sua base pela Inglaterra. Nas eliminatórias, foi o artilheiro da seleção, marcando três gols e dando uma assistência. Moses é polivalente. Joga pelo lado direito do campo, seja como lateral ou como meia aberto. É um curinga nessa seleção.


John Obi Mikel é o camisa dez da seleção nigeriana. Lá em 2004, foi revelado pelo Lyn, clube norueguês. Ficou pouco tempo no clube, se transferindo para o Chelsea em 2006, devido a tamanho destaque na Noruega. Serviu o time inglês por nove anos, ficando até o ano passando, saindo sem ter renovado o contrato com o Chelsea. Assinou com o Tianjin TEDA da China e deve continuar por lá.

Aos 32 anos, vai jogar sua segunda Copa do Mundo e teve papel importante na classificação do país para o certame. Marcou dois gols e deu uma assistência. Mikel joga nas três posições centrais do meio campo, como primeiro e segundo volante, além de armador. Grande parte das jogadas passam por ele.

Time titular 


Gernot Rohr tem 64 anos e tem vasta experiência no futebol africano, treinando seleções como Gabão, Níger, Burkina Faso e agora a Nigéria - seleção que assumiu em 2016. O time base não deve fugir muito do que tem sido apresentado das eliminatórias até o momento, que deve conter entre os onze iniciais: Uzoho, Aina, Omeruo, Echiejile, Balogun; Obi Mikel, Nididi, Iwobi, Moses; Iheanacho e Ighalo.

Conclusão

Se quiserem almejar algo mais da fase de grupos, a Nigéria terá de surpreender os grandes novamente, assim como fez contra a Argentina, Bulgária, Brasil e Espanha na década de 90. Dificilmente chegam longe com essa seleção e precisarão fazer jus a alcunha de ''soldados verdes'' para alcançar o mata-mata.


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