Surto de olho na Rússia: A França na expectativa de levantar o bicampeonato


Tradicional em Copas do Mundo, a França tentará levantar o troféu mais cobiçado entre seleções, logo no mês onde se completam 20 anos do título conquistado em 1998. Na décima quarta participação francesa, eles chegam como um dos favoritos, com futebol ofensivo e grandes nomes do futebol.

A inspiração se dá no mundial em que a França foi anfitriã, onde com um grande time, conseguiram fazer história ao levantar a taça, mas poucos acreditavam que seria possível, devido a eliminação no jogo contra a Bulgária, jogo que deixou os franceses fora da Copa nos Estados Unidos, em 1994. Além disso, meses antes da competição em solo francês, se jogara o Torneio da França, uma série de amistosos preparatórios, onde não conseguiram vencer nenhum dos jogos contra Brasil, Inglaterra e Itália.

Quando jogou a fase de grupos, Les Bleus passou com certa facilidade, goleando a África do Sul na estreia por 3x0, Arábia Saudita também foi goleada por 4x0 e no desafio mais difícil, venceu a Dinamarca por 2x1. No mata-mata, a França deu muita emoção aos torcedores. Furar a defesa paraguaia foi complicado e só foi possível devido ao gol de ouro de Laurent Blanc na prorrogação, a seis minutos do final.

Outro empate sem gols no tempo normal, desta vez contra a Itália, onde o jogo acabou indo para os pênaltis, após o placar permanecer zerado. O povo francês ficou apreensivo na última série mas comemorou aliviado após a cobrança de Di Biagio explodir no travessão, dando a vitória por 4x3 nos pênaltis. Na semifinal o sofrimento continuou. A Croácia era a grande sensação da Copa e aprontou com Suker inaugurando o placar. Thuram virou o jogo, em grande atuação, marcando duas vezes - curiosamente, seus únicos gols em 14 anos servindo a seleção.


França e Brasil fariam o duelo mais aguardado daquele mundial. Muitos apontavam a seleção brasileira como favorita e tinham seus motivos: Nas oitavas passou com autoridade pelo Chile, virou o jogo nas quartas contra a Dinamarca, classificação nos pênaltis diante da Holanda. O time ainda contava com Ronaldo e Rivaldo em grande fase. 

A torcida sequer ligou para o time brasileiro. Cantando a Marselhesa a plenos pulmões, impulsionaram os jogadores. Zidane, tido como um péssimo cabeceador, subiu mais alto que a zaga brasileira duas vezes. Era a redenção de Zinedine, que não tinha feito um grande campeonato. O Brasil pouco fez. Ronaldo, vítima de um mal súbito horas antes, estava irreconhecível na partida. Quando o time brasileiro chegava, parava em Barthez. Aos 48 do segundo tempo, Petit deu um leve toque para tirar Taffarel do lance, marcar o terceiro e dar início a festa que virou a noite dos franceses.


Última Copa e Eliminatórias

Em Porto Alegre e em Salvador, os Bleus jogaram bonito e golearam Honduras e Suíça por 3x0 e 5x2, respectivamente, garantindo a vaga entre os dezesseis melhores. O empate sem gols contra o Equador, pouco importava aquela altura.

Nas oitavas de final, parecia um jogo fácil contra a Nigéria, já que passaram por dificuldades e só obteve a vaga na última rodada. Não foi bem assim. Milagres de Enyeama, a trave salvando os nigerianos, deixou tenso o final do jogo. O próprio Enyeama falhou feio em escanteio e Pogba marcou. Nos acréscimos, Yobo desviou cruzamento contra o gol e sacramentou o 2x0. 

Nas quartas, enfrentar a Alemanha seria tarefa complicada. Os alemães vinham bem, assim como os franceses. O gol de Hummels, logo no início da partida, minou as chances de conquistar o bicampeonato. Benzema ainda quase marcou no fim, mas Neuer evitou o gol. Fim de mundial para os tricolores.


Ainda relembrando a Eurocopa na sua própria casa, onde perdeu na final para Portugal, nas eliminatórias, a França sobrou. Venceu sete dos dez jogos disputados, incluindo duas goleadas, destacando-se os 4x0 feitos na Holanda. Após o empate contra a Bielorrússia na estreia, emplacou quatro vitórias consecutivas, garantindo bons pontos, sendo a derrota contra Suécia por 2x1 e o empate com Luxemburgo, praticamente não mudou nada na tabela. A vaga foi garantida ainda contra Bulgária e se encerrou a campanha com vitória contra os bielorrussos.

Surto de olho no craque


Hoje ninguém da seleção francesa vive tão bom momento quanto Antoine Griezmann. 'Les Bleus' hoje tem um atacante decisivo, fase essa surgiu na Eurocopa em 2016, em que acabou como artilheiro com seis gols e foi eleito melhor jogador. Decidiu dois jogos importantes contra a Irlanda nas oitavas, marcando duas vezes, assim o fazendo na semifinal, vingando os tricolores da derrota no Brasil. Jogou todas partidas da classificatória, marcou quatro gols. Mesmo não sendo tão influente com bolas na rede que outrora, deu cinco assistências, mais que qualquer outro jogador francês. É peça fundamental para Didier Deschamps.

Griezmann surgiu no futebol em 2009 pela Real Sociedad, da Espanha. Ganhou notoriedade em 2013, ao marcar um gol de bicicleta contra o Lyon, na fase preliminar da Champions League. No ano seguinte, se transferiu para o Atlético de Madrid, por 30 milhões de euros onde permanece até hoje. É ídolo da torcida, que pode ter a idolatria arruinada caso os boatos dos últimos dias se confirme e o Barcelona feche com o jogador. O jogador tem 27 anos e deve ir para sua segunda Copa do Mundo seguida, tem 52 partidas na temporada, marcando 27 gols. Joga pelo flanco direito, apesar de ser melhor como segundo atacante e centroavante. 


Time titular


Após sucessivos fracassos e alguns escândalos, a federação francesa escolheu Didier Deschamps como treinador para substituir Laurent Blanc, ambos campeões mundiais em 1998. Deschamps montou uma seleção extremamente forte, com grandes nomes, fazendo a França ser temida novamente no cenário futebolístico. O time base titular conta com Lloris, Sidibé, Varane, Umtiti, Digne; Kanté, Pogba, Lemar, Payet; Griezmann e Giroud.

Conclusão

França volta a ser favorita em uma Copa do Mundo, coisa que não acontece há anos. Seu treinador, montou uma seleção sólida, tendo opções pra todas as posições, especialmente no meio e ataque. Podem sim, sonhar com um bicampeonato. O mundial é surpreendente e trás ótimas histórias para contar. A história que os franceses querem, é olhar para o passado onde levantaram a taça em 1998, olhando para o presente e ver a história se repetindo 20 anos depois, com o título.


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