Conselho de ética do COB aceita denúncia contra Marcos Goto e CBG

O conselho de ética do COB aceitou a denúncia contra Marcos Goto e a Confederação brasileira de ginástica (CBG), por possíveis más condutas éticas nos casos de abuso sexual sofridos por ginastas pelo técnico Fernando de Carvalho Lopes.

Criado em 23 de março, este será o primeiro caso a ser jugado pelo conselho e a denúncia foi feita pela comissão de atletas do COB, presidido pelo ex-judoca Tiago Camilo. 

"O Conselho de ética do Comitê Olímpico do Brasil - COB - vem, após análise de informações prestadas pela confederação brasileira de ginástica e pelo professor Marcos Suzarte Goto, nos termos do arquivo 13 do seu regimento interno, comunicar, que por unanimidade, resolve admitir a representação oferecida pela Comissão de Atletas e instaurar o devido procedimento, cujo trâmite seguirá em sigilo absoluto" Explicou o conselho de ética em nota,

O relator do caso será o presidente do conselho, Alberto Murray Neto. O relator ouvirá os depoimentos das pessoas envolvidas e os acusados podem ser suspensos preventivamente por 30 dias, prorrogável por mais 30. 

O COB já abriu um canal de ouvidoria e ética para receber denúncias de abuso e má conduta de pessoas e entidades ligadas ao comitê olímpico. Em entrevista à Folha de S.Paulo, Murray Neto afirmou que o conselho de ética não tem o poder de demitir funcionários que tenham tido desvio de conduta. No caso de prestadores de serviço do COB (Como é o caso de Marcos Goto) pode haver uma recomendação para que ele seja desligado da entidade.

De Acordo com as denuncias publicadas no programa 'Fantástico' da TV globo,  Goto tinha conhecido dos abusos sofridos pelos ginastas por Fernando Lopes, mas não fez nada em relação a isso, e fazia brincadeiras com os ginastas sobre o assunto. Goto nega as acusações e disse que nenhum ginasta veio a ele falar sobre os abusos.


com informações de Folha de S.Paulo
foto: Ricardo Bufolin/CBG

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