Confiança, motivação e raquete afiada: Takahashi e Kumahara estão prontas para o Mundial de Tênis de Mesa por Equipes

Os melhores mesa-tenistas do mundo têm data e lugar marcados para um encontro especial: a partir do próximo domingo (29/4), em Hamstald, na Suécia, para a disputa do Campeonato Mundial de Tênis de Mesa por Equipes. Adrenalina, rivalidade, técnica e talento estarão em jogo. E, dentre todas essas feras da modalidade, vão estar Bruna Takahashi e Caroline Kumahara.

Bruna, 17 anos, 89ª colocada no ranking da ITTF, disputa seu segundo Mundial por Equipes. Mas ela garante que o tal frio na barriga dá lugar a outros sentimentos, segundo ela mesma:

“Me sinto bem preparada e focada para o campeonato. Com confiança e motivação”, comenta, lembrando que as outras companheiras de equipe (Lin Gui, Caroline Kumahara e Jéssica Yamada), também estão bem no aspecto da preparação.

“Acho que todas nós melhoramos em alguns aspectos (individuais) em relação ao último Mundial, em 2016. Tivemos mais torneios e oportunidades. Então, creio que estamos mais preparadas”, ressalta. 

Caroline Kumahara é um dos expoentes da jovem e talentosa geração que está levando o tênis de mesa brasileiro a um novo estágio. Quando Carol começou a dar as suas primeiras raquetadas, o Brasil sequer tinha disputado um Campeonato Mundial de Equipes na divisão principal. Agora, porém, o quadro é outro. É a segunda vez que a Seleção está entre as melhores do planeta e a atleta novamente integra o escrete nacional. 

Participar dessa mudança de patamar é, além de motivo de orgulho, a realização de uma meta pessoal. 

"Para mim significa muito, muito mesmo, ter participado de feitos históricos para o tênis de mesa feminino, tanto em equipes como individualmente. E o motivo principal desse significado ser tão grande é porque desde que eu comecei, um dos objetivos era diminuir/acabar com a desigualdade de gênero no esporte", explicou, destacando o desejo de transformação em seu meio de convívio. 

Da primeira participação em Mundiais (Kuala Lumpur, na Malásia, em 2016) para a que se aproxima, dois anos se passaram. A serenidade parece ter sido o maior ganho para a jogadora. 

"Muita coisa aconteceu na minha vida principalmente no último ano. Acho que vejo uma Carol menos “esquentada” agora em 2018 e isso pode ajudar na mesa (risos)". 

No Grupo D, o do Brasil, as adversárias serão Alemanha, Hong Kong, Luxemburgo, Tailândia e Coreia do Sul, num desafio reconhecidamente árduo.

Foto: ITTF


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