Vitima de abuso sexual, campeã olímpica em 2016 na ginástica abre processo contra o Comitê Olímpico dos Estados Unidos

A Federação de Ginástica dos Estados Unidos (USA Gymnastics) confirmou nessa sexta-feira (2) que a ex-ginasta Aly Raisman (USA) abriu processo contra o Comitê Olímpico dos Estados Unidos (USOC).

A ginasta alega no processo, que também inclui a USA Gymnastics, que ambas as entidades sabiam que o ex-médico da federação, Larry Nassar, abusava sexualmente dela e das outras ginastas. Nassar já foi condenado a 175 anos de prisão por assédio sexual em Michigan e de 40 a 125 anos de prisão em outro processo também por casos de abuso sexual.

No processo, Raisman diz que Nassar abusou dela no Centro Nacional de Treinamento, no Texas, e durante os Jogos Olímpicos de 2012, realizados em Londres. A norte-americana conquistou dois ouros em 2012, além de outro no Rio 2016.

Raisman diz que: "Minha maior prioridade é o pedido por mudanças, para que as futuras gerações de atletas estejam seguras."

"Se tornou dolorasamente claro que essas organizações não estão enfrentando corretamente o problema. Após esse tempo todos, eles permanecem sem vontade de conduzir uma investigação. Sem a correta compreensão do que houve, é ilusão acreditar que as mudanças necessárias serão implementadas."

"Enquanto isso, centenas de atletas continuam a treinar e competir todos os dias nesse mesmo sistema falido e me recuso a esperar mais por essas organizações para que façam a coisa certa. ."

"É a minha esperança que esse processo possibilite a mudança que é desesperadamente necessária", completou a norte americana.

Foto: Getty Images


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