José Roberto Guimarães, Mario Tsutsui e Kiko Pereira são eleitos melhores técnicos do prêmio Brasil olímpico 2017

O Prêmio Brasil Olímpico homenageará três treinadores do esporte nacional que se destacaram em 2017. Nos esportes coletivos, o Comitê Olímpico do Brasil (COB) entregará pela quarta vez o troféu de Melhor Técnico do Ano para o técnico da Seleção Feminina de Vôlei, José Roberto Guimarães. Já nas modalidades individuais o PBO traz uma inovação:  Pela primeira vez dois técnicos serão homenageados de uma só vez pelo mesmo trabalho. São eles Mario Tsutsui, da Confederação Brasileira de Judô, e Antonio Carlos Pereira, o Kiko, da Sociedade de Ginástica Porto Alegre (Sogipa), em reconhecimento ao trabalho feito com a bicampeã mundial Mayra Aguiar. O Prêmio Brasil Olímpico acontece no dia 28 de março, na Cidade das Artes, no Rio de Janeiro. 

Nos esportes coletivos, um dos mais vitoriosos treinadores da história do esporte nacional, José Roberto Guimarães já conquistou o Prêmio Brasil Olímpico em 2008, 2012 e 2013. Agora, sua galeria ganhará mais um troféu de Melhor Treinador do Ano.  Comandando uma seleção renovada, o tricampeão olímpico mostrou em 2017 que o Brasil continua entre os melhores times do mundo. Em agosto, a seleção nacional se superou para conquistar o 12º título do Grand Prix.  

“Esse prêmio representa o que a gente busca ano a ano, que é a superação. Foi muito gratificante encontrar um grupo jovem, mas que passou uma energia muito positiva e um espírito de luta que me deixaram muito satisfeito. Eu só tenho a agradecer a todos da minha comissão técnica por estarem me ajudando constantemente em todos os sentidos. No sentimento, nas atitudes, na determinação, na força e no fato de não desistirmos nunca. E às jogadoras pela energia que uma passa para outra e a vontade de estarem juntas lutando por uma causa. O que me marcou mais nesse novo grupo é que elas não eram o melhor time do mundo, mas com a força do grupo conseguimos fazer ótimos resultados no início do ciclo olímpico e a esperança que isso continue até Tóquio 2020”, destacou José Roberto Guimarães.

Nos esportes individuais, o COB buscou valorizar o trabalho conjunto das Confederações com os clubes. Na principal competição do judô no ano, o Campeonato Mundial em Budapeste, o Brasil conquistou cinco medalhas e a terceira colocação geral entre os países participantes. E Mayra Aguiar, atleta da Sogipa, foi o grande nome da equipe, conquistando pela segunda vez o título mundial. 

Mário Tsutsui entrou para a Seleção Brasileira de judô como treinador em 2006, com a equipe Júnior feminina. Era ele o técnico quando Sarah Menezes e Rafaela Silva, futuras campeãs olímpicas, conquistaram o título mundial Sub-20 em Bangkok, em 2008, e também quando Mayra Aguiar foi campeã mundial júnior, em 2010, em Agadir.  

Com o sucesso nas categorias de base, Tsutsui foi convidado a integrar a comissão técnica da equipe principal do Brasil em 2013 ao lado da técnica Rosicleia Campos, visando à preparação da seleção feminina para os Jogos do Rio 2016. Nesse ciclo olímpico, o judô feminino do Brasil se manteve entre as principais potências mundiais com destaque novamente para os títulos mundiais de Rafaela Silva (2013) e Mayra Aguiar (2014), culminando com as medalhas olímpicas das duas no Rio. Em 2017, mais um ano de glórias para o judô feminino, com o bicampeonato mundial de Mayra Aguiar e o bronze de Erika Miranda, em Budapeste. 

“Receber o Prêmio Brasil Olímpico deixa qualquer técnico bastante orgulhoso. Eu gostaria de dividir essa homenagem com todos os técnicos, porque sozinho não chegamos a lugar nenhum. São todos responsáveis pelas conquistas”, disse Mario Tsutsui, de 59 anos, que começou a praticar judô aos 12 anos, em Bastos (SP). “Nesse momento penso no meu primeiro professor e em todas as pessoas que passaram pela minha vida e me ajudaram a chegar onde cheguei”, comentou Tsutsui.

Mais conhecido como Kiko, Antonio Carlos Pereira trabalha na Sogipa, clube que revelou uma série de medalhistas olímpicos e mundiais, como Mayra Aguiar, Ketleyn Quadros, Felipe Kitadai e João Derly.  “Me sinto muito lisonjeado com o reconhecimento do COB. Queria destacar que esse título é fruto de um trabalho que os clubes fazem em parceria com a Confederação Brasileira de Judô. Sem essa parceria tão consistente, eu não estaria recebendo este prêmio. Vejo essa homenagem com muita felicidade. Tem um simbolismo, porque os clubes são o DNA do esporte brasileiro. São neles que nascem e se desenvolvem os talentos. Acho que o COB me homenageando, está homenageando a todos os clubes formadores de atletas olímpicos do Brasil”, comemorou Kiko, que elogiou a bicampeã mundial, que chegou na Sogipa aos 11 anos. Hoje, 15 anos depois, é um dos orgulhos do clube.


foto: montagem/Cob/ divulgação

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