Após cirurgia no ombro, Arthur Nory prevê retorno antecipado e mira briga por pódios

Recuperando-se de uma cirurgia no ombro feita em novembro do ano passado, o ginasta Arthur Nory ficou só observando a seletiva para a seleção brasileira de ginástica. em entrevista ao site 'globoesporte.com', O medalhista olímpico está otimista com a evolução do tratamento, acredita que pode voltar às competições antes mesmo da previsão dos médicos e não pensa em ficar mais fora da briga por pódios rumo a Tóquio 2020.

"Acredito que consigo voltar antes, mas pela comissão técnica, só devo voltar no segundo semestre. O foco são os campeonatos nacionais, alguma etapa de Copa do Mundo e o Campeonato Mundial de Doha, em outubro. Estou sentindo que está demorando muito, mas estou respeitando. Tudo para eu estar perfeito e nas minhas melhores condições até Tóquio. Lá eu vou para buscar o ouro. Não quero mais só participar, quero medalha" afirma o atleta.

Arthur Nory vem lutando contra uma lesão no ombro direito desde os Jogos do Rio. No fim de 2016, o ginasta passou por uma cirurgia para reparar o tendão e começar o ciclo olímpico "zerado". Ficou cinco meses parado antes de retornar aos treinos e, quando voltou, sofreu uma nova lesão em outubro, durante competição na Croácia. O mesmo ombro, o mesmo tendão, mas em partes diferentes.

"Minha recuperação está sendo bem conservadora dessa vez. A segunda vez no mesmo ombro, no mesmo tendão. Mas em outra parte bem mais delicada. Então precisa ser mais lenta, mais detalhada. Senti um pouquinho de dor, já parei na hora, e procuramos um motivo. Tem dois anos até Tóquio, e agora serão dois anos direto, sem parar. É do esporte, do atleta. Sentir dor, se lesionar faz parte. Não é minha primeira, espero que seja minha última. Mas estou me sentindo bem melhor" garantiu.

Apesar do tratamento do ombro, Nory participou do estágio da seleção brasileira, que aconteceu entre os dias 26 de fevereiro e 10 de março, no Centro de Treinamento do Time Brasil, dentro do Parque Olímpico do Rio. Durante os treinos, o ginasta tem realizado apenas movimentos mais simples, deixando de lado as acrobacias com apoio das mãos.

"Acredito que eu volte antes para o solo e para o salto. Tenho malhado muito a perna, o abdômen. Estou fazendo bastante acrobacia na cama elástica, no trampolim, na pista e até no solo, mas sem apoio nenhum. Então só as acrobacias para frente. De costas apenas na cama elástica" explica.


Com informações do globoesporte.com
foto: ricardo bufolin/CBG

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