Apos 2017 com lesões, Flávia Saraiva se anima para 2018: "Que seja um ano muito diferente"

Flávia Saraiva viu sua jornada rumo a Tóquio 2020 ser interrompida por uma lesão na coluna no meio do ano passado. Após alguns meses de recuperação e de volta aos treinos no começo desta temporada, a ginasta participou do estágio de treinamento e da seletiva para seleção brasileira na semana passada. Otimista com a recuperação e com suas apresentações, Flavinha declarou em entrevista ao site 'globoesporte.com' que espera um ano bem diferente pela frente. Suas principais metas são um bom desempenho no Mundial de Doha, em outubro, e uma possível classificação antecipada para Tóquio.

"Eu estou muito feliz, voltando a treinar super bem. Gostei muito do meu desempenho na seletiva, apesar de achar que dá para melhorar. Já estou conseguindo fazer os quatro aparelhos. Espero que esse ano seja muito diferente para mim. Espero conseguir conquistar todos os objetivos que eu escalei. Já estou 100% nos treinamentos, falta ajustar alguns elementos apenas" disse a finalista olímpica

A dois anos da Olimpíadas, Flavinha quer garantir a classificação do Brasil para os Jogos ainda em 2018, no Mundial de Doha. O primeiro evento classificatório para 2020 dá vaga às três equipes medalhistas. Mais vagas por equipes e individuais vão ser distribuídas no Mundial de 2019 e nas etapas da Copa do Mundo de 2020.

"Esse ano tem muitos campeonatos legais. No Mundial, a gente já pode tentar classificar para a Olimpíada. Então esse ano já começa muito decisivo para gente. Já estou tentando classificar agora, para ano que vem ficar mais tranquila e não ter que passar por aquele sufoco, como foi da última vez."

Sobre as medalhas, a ginasta garante que o mais importante para ela é atingir objetivos e marcas pessoais. Mas comenta sua esperança de que tanto ela, quanto as outras meninas da equipe, alcancem o pódio em Tóquio.

"O importante não é só medalha, é atingir metas pessoais. Eu já estabeleci algumas e para mim, isso é o que significa mais. Mas é claro que a gente cria expectativas. Meu ciclo olímpico praticamente começou esse ano. Espero que não só eu como as meninas tenhamos resultados expressivos nesse e no próximo ano para, se Deus quiser, todas trazerem medalhas de Tóquio."

Com apenas 18 anos, 16 quando chegou à sua primeira final olímpica, Flavinha explica que gosta de trocar conhecimentos e que conversa diariamente com as atletas mais novas. Ela faz hoje o que a amiga Jade Barbosa fez com ela um dia.

"Eu moro com a Jade, a gente conversa diariamente, o dia todo. Tem meninas muito novas, com 12 anos. Parece eu no outro ciclo. Eu olho para elas e penso “como pode? Eu já fui assim". A gente sempre tenta ajudar nos treinamentos, dando uma força. Elas gostam. Como a gente tem mais experiência com competições, os nossos conselhos deixam elas mais confiantes."


foto: Getty Images

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