Suíça levanta objeções à equipe de hóquei feminino unificada entre as duas Coreias para PyeongChang 2018

Após a confirmação da participação da Coreia do Norte nos Jogos Olímpicos de PyeongChang 2018, o Comitê Olímpico Internacional (COI), juntamente com a Coreia do Sul e a Coreia do Norte, vem trabalhando para integrar os atletas norte-coreanos aos Jogos. Como os únicos atletas a conseguirem classificar diretamente acabaram perdendo o prazo de inscrição, o COI deverá enviar convites para que outros atletas possam disputar os Jogos. As duas Coreias também desfilarão juntas na Cerimônia de Abertura dos Jogos, no dia 9 de fevereiro.

Uma outra proposta para integrar atletas norte-coreanos aos jogos é a unificação da equipe feminina de hóquei no gelo. Detentora da vaga por ser país sede, a equipe da Coreia do Sul seria ampliada para 35 atletas no total, de forma a acrescentar as norte-coreanas sem prejudicar as sul-coreanas. Entretanto, essa ideia pode enfrentar resistência de outras equipes A Suíça, primeira adversária da Coreia do Sul nos Jogos, pode se opor à proposta.

Todas as equipes contarão com 22 atletas inscritas na competição, ao contrário da equipe da Coreia Unificada, que teria 25.  Dirigentes da Suíça, rival da Coreia do Sul no dia 10 de fevereiro, afirmam não terem sido consultados sobre o caso, apesar de uma promessa feita para todas as federações nacionais de que elas serão consultadas sobre qualquer decisão a ser tomada. O chefe de comunicação da Suíça no Hóquei no gelo, Janos Kick, disse à agência de notícias Yonhap que seria um "sinal positivo em termos do mundo da política" antes de levantar as objeções no aspecto esportivo. "Em termos de esportes e para todas as equipes que investem muito dinheiro e recursos em equipes femininas, não estamos a favor disso, uma vez que não é justo e distorce a concorrência. Nunca fomos abordados oficialmente pelo COI ou pela Federação Internacional de Hóquei no Gelo. Sabemos sobre isso através da mídia", afirmou.

Uma reunião comissionada pelo COI no sábado, no dia 20 de janeiro, que contará com representantes das Coreias do Norte e do Sul, deverá discutir ainda mais estas questões. Os dois países nunca participaram de forma conjunta nas Olimpíadas anteriormente.


A proposta, originalmente considerada como uma inovação, está levantando questionamentos e preocupações práticas estão surgindo, até mesmo dentro da equipe sul-coreana. Sarah Murray, treinadora norte-americana que comanda a equipe do país, já disse que a ideia seria prejudicial para suas jogadoras. "Eu acho que há danos aos nossos jogadores. É difícil porque as jogadoras ganharam suas vagas e elas acham que merecem ir às Olimpíadas. Então você tem pessoas sendo adicionadas mais tarde. Definitivamente afeta nossas jogadoras. Estou um pouco chocada, porque isso aconteceu tão perto das Olimpíadas. Quando rumores estavam surgindo sobre a possibilidade de que isso pudesse acontecer, eu realmente não acreditava nisso. E está ficando mais e mais sério agora", disse Murray, de acordo com a Yonhap.

Foto: Getty Images


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