Vela do Brasil alcança dois top-10 no Mundial de Juventude e projeta evolução

O Brasil encerrou na sexta-feira (15) a participação no Mundial da Juventude em Sanya, na China, com dois barcos no top 10. Na classe Laser Radial masculina, Tiago Quevedo terminou na sétima colocação, com 81 pontos perdidos. Na 420 feminina, Olivia Belda e Marina Arndt acabaram na décima posição (85 p.p.). Com uma média de idade relativamente baixa até mesmo para os padrões de um campeonato de Vela Jovem, a delegação brasileira terminou o evento com uma projeção positiva de evolução no futuro.

“As condições aqui em Sanya estavam difíceis, com ventos muito rondados. Mais do que o resultado, a experiência de viver um campeonato como esse é muito importante para os atletas jovens. Foi bom para eles terem a dimensão de um evento neste nível, que é uma versão miniatura da competição de vela dos Jogos Olímpicos, com só um barco por país em cada classe”, analisou o técnico Alexandre Saldanha, chefe da Equipe Brasileira na China. 

Destaque do Brasil na competição, Tiago Quevedo, de 17 anos, andou a semana toda entre os primeiros colocados. Venceu uma regata na quarta-feira, ficou em segundo lugar em outra prova na quinta-feira e manteve a tradição de bons resultados do país na classe Laser.

“O campeonato teve um nível bem alto e foi um grande aprendizado para mim. Foi muito positivo ficar no top 10 e representar bem meu país. Agora é treinar mais para conseguir me classificar de novo no ano que vem e fazer bonito”, disse o velejador gaúcho.

Na 420 feminino, Olivia Belda e Marina Arndt ficaram pelo segundo ano seguido entre as dez melhores no Mundial da Juventude, comprovando a regularidade da dupla no cenário internacional. Na disputa por países, o Troféu das Nações, o Brasil terminou na 14ª colocação, com 173 pontos.

Foto: World Sailing/Energy Sailing


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