Federação de atletismo do Rio lança campanha de doação para obter verbas

No próximo dia 18 de dezembro, em local a ser divulgado, a Federação de atletismo do Rio de Janeiro (FARJ) lança a campanha "Seu real vale um milhão". Idealizada pela professora Luz Marina, presidente da FARJ, contando com o apoio de medalhistas olímpicos, a iniciativa visa a levantar pelo menos R$ 1 milhão ao longo de um ano, para investir nos praticantes desse esporte no estado.

Para isso, quem desejar apoiar a campanha, seja individuo ou empresa, precisará doar apenas R$ 1, em conta bancária previamente aberta para isso. Seriam necessários um milhão de participantes, para se chegar ao desejado R$ 1 milhão.

" Medalhistas olímpicos, como Robson Caetano, Arnaldo de Oliveira, André Domingos e outros que estamos convidando estão se comprometendo a nos dar seu apoio" declarou a dirigente.

Além destes três, também deverão se juntar à iniciativa os medalhistas Vicente Lenilson, Claudinei Quirino da Silva, Claudio Roberto da Silva e Edson Luciano de Souza. Todos esses atletas citados são medalhistas olímpicos. Em Atlanta 1996, foram bronze no 4x100m: Arnaldo de Oliveira, André Domingos, Edson Luciano e Robson Caetano (este também bronze nos 200m nos Jogos de Seul 1988); e em Sydney 2000, o Brasil obteve a prata no 4x100m, com Vicente Lenilson, Claudinei, Edson Luciano e Cláudio Roberto. Ao todo, o atletismo brasileiro já obteve 16 medalhas olímpicas, sendo cinco ouros, três pratas e oito bronzes.

Empenhados no sucesso da campanha, Robson e Arnaldo, que foram formados na base do atletismo carioca e fizeram boa parte de suas carreiras no Rio, enviaram videos de apoio à iniciativa. Nas gravações, eles tiveram como nobres acompanhantes as medalhas olímpicas que asseguraram.

Preocupada com a queda de investimentos no esporte do país neste período pós-olímpico, e no caso específico do atletismo carioca, com o fato de haverem poucos espaços adequados para treinamento e competição - o Estádio Célio de Barros, no Maracanã, está fechado desde 2013 - Luz Marina quer trabalhar para que a federação disponha de verba e seja patrocinada por aqueles que amam a modalidade.
"Com R$ 1 milhão, ao longo do ano, espero poder tocar os projetos da nossa federação. Poderemos repassar equipamentos para os clubes, que necessitarem, bancar viagens de delegações do Rio para competições nacionais, e além disso, vamos cobrir os custos da federacão, de cerca de R$ 20 mil mensais" calculou.

"A Federação se sustenta com os álvaras cobrados para autorizar corridas de rua. São taxas de R$ 5 mil. Mas às vezes, quando essas provas são muito curtas, reduzimos essa taxa. Os clubes pagam anuidades, mas com a crise financeira, nós isentamos a todos. Temos 33 afiliados, mas apenas 18 vêm competindo" disse a dirigente. "A Federação tem uma sede própria (em Vila Isabel), e não temos de pagar aluguéis. Arrecadamos de R$ 10 mil a R$ 15 mil mensais, e temos seis funcionários. Ainda não conseguimos pagar os salários de novembro. Não dirigia que nossa situação é dramática. Mas precisamos de ajuda, de patrocínio, para tocarmos os projetos."


foto: divulgação

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