Presidente da federação internacional de esqui acredita em baixo público nas Olimpíadas de PyeongChang

O baixo interesse do público sul-coreano nas Olimpíadas de PyeongChang 2018 segue sendo preocupação para os organizadores e o Comitê Olímpico Internacional (COI). A baixa procura por ingressos mesmo naqueles eventos que tradicionalmente são populares em edições dos jogos de inverno vêm provocando debates entre os membros do Movimento Olímpico. Dessa vez quem falou sobre esse baixo interesse do público local foi o presidente da Federação internacional de Esqui, Gian-Franco Kasper. Ele admitiu que não espera contar com muitos espectadores nos de eventos dos Jogos Olímpicos, que começam em fevereiro do próximo ano.

O suíço, que também é chefe da Associação das Federações Internacionais Olímpicas de Inverno e membro do (COI, disse acreditar que os espectadores europeus foram “expulsos” de Pyeongchang pela atual tensão política na península coreana, provocada por testes feitos pela Coreia do Norte com armas nucleares e mísseis balísticos, além da constante troca de ameaças entre o presidente dos Estados Unidos e o líder norte-coreano. Apesar disso, Kasper afirmou que Pyeongchang seria o "lugar mais seguro do mundo" durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Inverno.

Mesmo dizendo não estar preocupado, Kasper não está muito otimista de que às vendas de ingressos para os Jogos melhorem significativamente nos meses e semanas que antecederão a Cerimônia de Abertura em 9 de fevereiro. Kasper alertou que o público para eventos como o esqui, onde a Coréia do Sul não tem tradição e nem fortes atletas, provavelmente serão os eventos mais esvaziados nos Jogos.

Em uma atualização de vendas feita pela organização no mês de outubro, foi revelado que apenas 30,3% dos 1.07 milhões que a organização esperava vender para as Olimpíadas haviam sido vendidos. A atualização também revelou que apenas 20,7% dos 760 mil ingressos disponíveis para o público geral sul-coreano foram comprados pelos locais.

Kasper disse esperar que a população sul-coreana assista a modalidades onde seus atletas “brilham”, como na patinação de velocidade. Questionado se ele estava preocupado com a venda de ingressos para Pyeongchang 2018, o dirigente de 73 anos disse: "Nada. Eu vou te dizer a verdade: eu não espero muitos espectadores nos Jogos 2018 Pyeongchang. A atual crise política na região não incentiva os europeus a viajarem para a Coréia do Sul. Espero que os coreanos venham ver as competições, mas acho que preferem frequentar as disciplinas onde podem brilhar, como patinação. Para o esqui, não espere um grande público. Os sul-coreanos podem encontrar soluções, eles trarão escolas. Mas para os europeus, não espere uma grande multidão”, afirmou Kasper.


Kasper, membro da Comissão de Coordenação do COI para Pyeongchang 2018, afirmou que os baixos números de torcedores não afetarão o esporte. Ele insistiu que a principal chance de o esqui atingir um bom público é através da cobertura televisiva. "Lembro-me de um Campeonato Mundial de Snowboard na Coréia do Sul em 2009, onde estávamos três pessoas na área de chegada. O público não é tudo. Embora não haja muitos nas áreas de chegada, o desenvolvimento é principalmente através da televisão. E aí, todos os sinais são verdes. Os organizadores fizeram um excelente trabalho. Eles estão prontos e estou otimista, disse Kasper.

Foto: Keystone


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